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  • Publicado : 21 de março de 2013
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PRANAYAMA


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Prof. José Hermógenes de Andrade Filho



RESPIRAÇÃO 3
A) Aspecto psíquico da respiração 4
B) A respiração como fenômeno prânico 4
C) As fases da respiração 4

A BOA RESPIRAÇÃO DEVE SER NASAL 5
A) Como corrigir a respiração deficiente 6

ODIAFRAGMA E A RESPIRAÇÃO DIAFRAGMATICA 7
A) Ativação do diafragma 8
B) Limpeza do pulmão 9
C) Exercício de respiração diafragmática 9

RESPIRAÇÃO COMPLETA 11

VÁRIOS EXERCÍCIOS 15
a) Kumbhaka (pranayama ritmado) 15
B) Respiração polarizada (Sukha Purvak) 16
C) Kapalabhati 16
D) Ujjâyi 17
E) Bhastrika. 18
F) Respiração de limpeza 19
G) O Sopro "HA" 19
H) Respiraçãoque tonifica os nervos. 20
I) Sitkari. 20
J) Sitali. 21
L) Suryabhada-kumbhaka. 21

RESPIRAÇÃO


A ciência ocidental considera a respiração tão-somente fenômeno fisiológico, mercê do qual o organismo utiliza o oxigênio do ar a fim de com ele efetuar as transformações químicas necessárias para que o sangue possa distribuir "nutrição" a todas as células. Parar de respirar é o mesmo quemorrer.

Para a ciência yogi a respiração, no entanto, é muito mais do que um fato fisiológico. É também psicológico e prânico. Em virtude de fazer parte dos três planos - fisiológico, psíquico e pranico -, a respiração é um dos atos mais importantes de nossa vida. É por seu intermédio que logramos acesso a todos eles. Por outro lado, é ela o único processo fisiológico duplamente voluntário einvoluntário. Se quisermos, podemos acelerar, retardar, parar e recomeçar o ritmo respiratório. É-nos possível fazê-la mais profunda ou superficial. No entanto, quase todo o tempo, dela nos esquecemos inteiramente, deixando-a por conta da vida vegetativa. Graças a isto, a respiração é também a porta através da qual poderemos um dia, a custa de aprendizado, invadir o reino proibido do sistema vagosimpático. É principalmente graças a ela que um yogi avançado consegue manobrar fenômenos fisiológicos até então refratários a qualquer gerência.

A psicanálise pôs ás claras a existência de um eu profundo, uma personalidade inconsciente, que estruturada com impulso e tendências instintivas, procura manifestar-se, pressionando, lá do nível desconhecido e misterioso de cada um de nós. Uma outrapersonalidade, que meridianamente cada um se reconhece ser, é estruturada á base de comportamentos aprendidos e socializados. Esta dicotomia alimenta um estado de tensão permanente. Pois o eu consciente, vigilante, teme e sufoca a livre expressão do eu profundo. Este, na interpretação de Freud, feio, erótico e anti-social, é alimentado pelas freqüentes repressões a que o eu consciente o submete. Do euprofundo o que podemos dizer é que ele é desconhecido e rebelde ao controle, mas não podemos concordar que seja apenas sujeira e negrume. Podemos dizer, isto sim, que as energias que consigo guarda, e que, no homem vulgar, são desconhecidas pelo eu consciente, têm sido apenas temidas e recalcadas. Submetidas, mas não vencidas, permanecem, no entanto, criando conflitos e, como uma mola comprida,são perigosamente capazes de vencer o controle e soltar-se, muitas vezes, desastrosamente.

Visando à unificação da personalidade, por meio de auto-análise e da psicanálise, tentativas são feitas no sentido de um "tratado de paz e mutua colaboração" entre estes dois partidos que dividem o "reino interno" do homem. A respiração é um meio certo de obter essa unificação ou yoga.

Há em cada homemduplo ritmo respiratório. Um ligado à vida de relação ou consciente e o outro à atividade inconsciente e vegetativa. A primeira, que todos conhecem, é superficial, e a outra, profunda. Aquela se liga às atividades conscientes, características do eu superficial e consciente, e esta é própria dos mecanismos inconscientes e involuntários, ligada portanto ao eu profundo. A integração que se atinge...
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