Concreto de agregado leve

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CONCRETO

Concreto de agregado leve

ARTIGO / TENDÊNCIA
agregados
tijolos
O emprego de agregados leves artificiais data do início do século. Naquela época, o pesquisador norte-americano Stephen Hayde submeteu tijolos cerâmicos a um rápido aquecimento a altas temperaturas, provocando a expansão do material. A experiência foi acolhida pelo governo dos EUA, evoluindo depois para a queima,em fornos rotativos, de outros materiais - xisto, cerâmica, ardósia. Neste artigo, o professor T. W. Bremner apresenta as propriedades desses agregados no concreto e aponta o crescimento de sua utilização no campo estrutural

T. W. Bremner
Professor de Engenharia Civil da Universidade de New Brunswick, Fredericton, NB, Canadá

Este artigo foi apresentado originalmente
no 40O CongressoBrasileiro do Concreto - Reibrac, Rio de Janeiro, agosto, 1998

Tradução: A. M. Andrade

Quando os agregados leves foram ini-cialmente produzidos, há cerca de 70 anos, o empreendedor desse negócio, Stephen Hayde, deve ter tido em mente o projetista estrutural, pois produziu um agregado que, quando adequadamente incorporado a uma mistura de concreto, gerava um material estruturalmente eficiente ede grande durabilidade. Como foi que tivemos tanta sorte? Todos nós temos de reconhecer que foi o perspicaz Stephen Hayde quem, ao contemplar uma pilha de refugo de tijolos, vislumbrou uma grande oportunidade.
Na fabricação de tijolos, quando se apressa o processo com um aquecimento muito rápido, o material incha ou se expande e perde a uniformidade dimen-sional, característica dos tijoloscerâmicos. Quanto mais rápido o aquecimento, maior a expansão, ao ponto de ser possível dobrar o volume. Os primeiros agregados foram de fato produzidos em forno cerâmico do tipo colméia, no qual os agregados eram fabricados com base em mão-de-obra intensiva. Não eram propriamente resistentes, em comparação com o tijolo, mas assim mesmo constituíam um concreto utilizável.
A maneira lógica de produziresses - assim chamados - agregados artificiais era alimentar um forno rotativo com xisto ou cerâmica já prensada, de tal modo que o material, uma vez expandido, tomasse o tamanho e a graduação desejados. As coisas aconteceram rapidamente nesse negócio, e entre o lançamento do navio Atlantis em 1918, feito com um concreto leve um tanto precário, e o grande sucesso do navio Selma, em 1919, doisacontecimentos mudariam significativamente o nosso mundo. O primeiro foi o método de fabricação do agregado com o forno rotativo; o segundo, a adoção do cone de escor-regamento (slump cone) para controlar a consistência do concreto. Ambos os avanços foram desfrutados pelo Selma, mas não pelo Atlantis, e depois de 75 anos os resultados são óbvios.
A resistência de concreto mais desejável para amaioria das aplicações estruturais pode ser atingida mediante a expansão dos agregados a quase o dobro do seu volume inicial, e não mais. Isso resulta numa densidade de partícula de cerca de 1,40 vs. 2,65 para os agregados convencio-nais, e uma densidade de concreto de 100-115 lb/pé cúbico.
Quando Stephen Hayde promoveu ini-cialmente os seus agregados no US Shipping Board, há cerca de 80 anos, eleintuitivamente sabia usar esse ótimo grau de expansão, de modo a produzir um concreto forte e durável para navios. Num ato de patriotismo, ele abriu mão de todos os benefícios financeiros de sua patente para a utilização na grande luta patriótica de vencer a guerra. No final das contas, esta foi uma grande jogada de negócio, porque em menos de dois anos depois de o governo dos EUA ter focalizadoas suas facilidades de pesquisa estrutural sobre o uso eficaz desse material, o projeto estrutural e os procedimentos construtivos estavam desenvolvidos para servir à indústria proveitosamente.
O resultado líquido dessa sua generosidade foi o de mobilizar a indústria e pô-la em plena atividade; e o de contar com a boa aceitação dos estabelecimentos de pesquisa e de projeto, o que é o primeiro...
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