Conceito de infancia ao longo da história

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Universidade Anhanguera – Uniderp
Centro de Educação a Distância










Diversos Rostos da Infância



Trabalho apresentado ao Curso de Graduação em Pedagogia da Universidade Anhanguera Uniderp, como requisito para a obtenção de conhecimento e atribuição de nota da Atividade Avaliativa.





Pedagogia
2011

ResumoA educação esta as volta do descobrimento do rosto da infância, que desde os tempos mais remotos vem sofrendo transformações, ora pelas visões dos adultos sobre suas capacidades, ora pelas condições sócias da época ou pela descarga de informações oferecidas pelos meios de comunicação e convivência. Rosto este que deve ser descoberto para que se possam melhorar as condições de ensino, trazendopara a escola não somente o saber técnico, mas também o saber humano. Assim este artigo trata das diversas características das crianças desde os tempos antigos até os mais atuais, discorrendo sobre os principais aspectos a serem considerados para o descobrimento deste rosto que há muito se quer e se torna necessário.

Palavras-chave: infância; educação; paradigmas
Introdução

Hoje comoeducadores, estudantes e família, buscamos saber o que é ser criança, como está o seu processo de formação, como está inserida na sociedade, qual seu histórico e o que a influencia para então conhecer o indivíduo que queremos formar.
Segundo o ditado popular diz: “As crianças são o futuro da nação”. Então como está o rosto da nossa nação? Para chegarmos a tal busca, voltemos à antiguidade avaliando oconceito de educação e infância.
“A fascinação pelos anos da infância, um fenômeno relativamente recente” (HEYWOOD, 2004, p. 13), fez com que o conceito de infância sofresse alterações ao longo da história.


Conceito de infância ao longo da história



Infância Ontem


Até o século XII, as condições gerais de higiene e saúde eram muito precárias, o que tornava o índice de mortalidadeinfantil muito alto.
Pode-se apresentar um argumento contundente para demonstrar que a suposta indiferença com relação à infância nos períodos medieval e moderno resultou em uma postura insensível em relação à criação dos filhos. Os bebês abaixo de 2 anos, em, particular, sofriam um descaso assustador, com os pais considerando pouco aconselhável investir muito tempo ou esforçoem um “pobre animal suspirante”, que tinha tantas probabilidades de morrer com pouca idade. (HEYWOOD, 2004, p. 87)

Ainda assim, as crianças que conseguiam atingir certa idade não possuíam identidade própria, só vinda a tê-la quando conseguissem fazer coisas semelhantes aquelas realizadas pelos adultos, com as quais estavam misturados. Sendo assim dos adultos que lidavam com as crianças nãoera exigida nenhuma preparação. Tal atendimento contava com as chamadas criadeiras, amas de leite ou mães mercenárias.
Contudo um sentimento superficial da criança - a que chamei de“paparicação” – era reservado à criancinha em seus primeiros anos de vida, enquanto ela ainda era uma coisinha engraçadinha. As pessoas se divertiam com a criança pequena como um animalzinho, ummacaquinho impudico. Se ela ainda morresse então, como muitas vezes acontecia, alguns podiam ficar desolados, mas a regra geral era não fazer muito caso, pois outra criança logo a substituiria. A criança não chegava a sair de uma espécie de anonimato. (ÁRIES, 1981, p. 10)
É importante ressaltar também que o tratamento dado a uma criança do sexo masculino era, em muitos casos, diferente do tratamentodado a uma criança do sexo feminino, pois “as meninas costumavam ser consideradas como produto de relações sexuais corrompidas pela enfermidade, libertinagem ou a desobediência a uma proibição”. (HEYWOOD, 2004, p. 76)
Nesse período, a transmissão de valores e dos conhecimentos estava vinculada ao contato das crianças com os jovens ou os adultos através de um processo de socialização. Era uma...
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