Circuito do trafico de escravos quilombo dos palmares e revolta dos males

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CIRCUITO DO TRÁFICO DE ESCRAVOS
O trabalho africano foi um elemento decisivo na construção do mundo moderno. Através do tráfico de escravos para a América, cerca de dez milhões de migrantes involuntários contribuíram para que o chamado Novo Mundo se integrasse num sistema mundial de poder e comércio. Uma vez que essa migração assumiu a forma de um circuito de mercadorias, os seus focos de origem — as regiões africanas que alimentaram o tráfico — foram igualmente integrados no sistema mundial. Deste modo, pode dizer-se que a partir do século XVI os circuitos do comércio atlântico de escravos inauguraram o processo de mundialização da produção.
A aceleração do processo de mundialização, especialmente nos últimos 50 anos, é decerto a melhor explicação para a sensibilidade que as universidades ocidentais desenvolveram a respeito da "peculiar institution". Nos Estados Unidos, o debate sobre a rentabilidade e o significado social das regiões esclavagistas norte-americanas começou logo no século XIX, mas é inegável que a sua intensificação académica se deu a partir da década de 1950. Um pouco mais tarde — com os trabalhos de Philip Curtis e David Eltis — começaram as tentativas de quantificação das migrações e a formação de equipas pluridisciplinares para identificar cada "passagem do meio" (nome por que eram conhecidas as travessias do "comércio atlântico de escravos"). Durante as décadas de 1970-80, iniciou-se a participação das universidades da América Latina, tanto para produzir novas monografias sobre o tráfico para destinos tropicais, como para reproduzir com os seus próprios materiais de arquivo os debates sobre a rentabilidade da economia escravista.
Klein relaciona este florescimento tardio (o estudo científico do tráfico de escravos começou praticamente um século depois da sua extinção enquanto fenómeno histórico no Atlântico), não com a chamada "globalização", mas com a conjuntura da descolonização europeia do pós-guerra. O comércio de escravos foi

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