Circuito do trafico de escravos quilombo dos palmares e revolta dos males

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  • Publicado : 15 de novembro de 2012
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CIRCUITO DO TRÁFICO DE ESCRAVOS
O trabalho africano foi um elemento decisivo na construção do mundo moderno. Através do tráfico de escravos para a América, cerca de dez milhões de migrantesinvoluntários contribuíram para que o chamado Novo Mundo se integrasse num sistema mundial de poder e comércio. Uma vez que essa migração assumiu a forma de um circuito de mercadorias, os seus focos de origem— as regiões africanas que alimentaram o tráfico — foram igualmente integrados no sistema mundial. Deste modo, pode dizer-se que a partir do século XVI os circuitos do comércio atlântico de escravosinauguraram o processo de mundialização da produção.
A aceleração do processo de mundialização, especialmente nos últimos 50 anos, é decerto a melhor explicação para a sensibilidade que as universidadesocidentais desenvolveram a respeito da "peculiar institution". Nos Estados Unidos, o debate sobre a rentabilidade e o significado social das regiões esclavagistas norte-americanas começou logo noséculo XIX, mas é inegável que a sua intensificação académica se deu a partir da década de 1950. Um pouco mais tarde — com os trabalhos de Philip Curtis e David Eltis — começaram as tentativas dequantificação das migrações e a formação de equipas pluridisciplinares para identificar cada "passagem do meio" (nome por que eram conhecidas as travessias do "comércio atlântico de escravos"). Durante asdécadas de 1970-80, iniciou-se a participação das universidades da América Latina, tanto para produzir novas monografias sobre o tráfico para destinos tropicais, como para reproduzir com os seus própriosmateriais de arquivo os debates sobre a rentabilidade da economia escravista.
Klein relaciona este florescimento tardio (o estudo científico do tráfico de escravos começou praticamente um séculodepois da sua extinção enquanto fenómeno histórico no Atlântico), não com a chamada "globalização", mas com a conjuntura da descolonização europeia do pós-guerra. O comércio de escravos foi...
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