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Antologia Poética










Trabalho para avaliação de Língua Portuguesa. Profª Vilma

3ºB Sala 5




Componentes do grupo:

Caio Gonçalves de Assis n° 08

Débora Araruna Ferreiranº 14

Janaína Cordeiro Vicente nº 20


























ÍNDICE





Introdução

Fernando Pessoa: O Amor



Mário de Andrade: Há uma gota de sangue em cada poema



Carlos Drumond de Andrade: As cem razões do amor



Manuel Bandeira: Flor de todos os tempos



Cecília Meireles: Despedida




Castro Alves: MARIETA



Mário Quintana: QuemSabe um Dia


Vinícius de Morais: Soneto do amigo



Adélia Prado: Casamento


Ferreira Gular: Falar


























INTRODUÇÃO




A seguir você encontrará vários poemas de poetas brasileiros conhecidos em todos os lugares.

Ao final de cada poema temos uma conclusão que lhe auxiliará na compreensão dos mesmos.

Espero que lhe seja de agrado todos estes poemas e conclusões."Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males". - Voltaire.

Fernando Pessoa:

O Amor

O amor, quando se revela, 
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer 

Ah,mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar...



Conclusão:

Sendo o poema em questão um poema que toca do amor,não se pode certamente considerar como um poema de amor. Isso porque, como é habito em pessoa, muitas das vezes os temas mais simples são processados, refinados, intelectualizados, de maneira que a mais simples exposição de idéias nunca é apenas exposição de sentimentos.

Nesse Fernando Pessoa mostra o sentimento de amor que ocorre em todos os lugares do mundo, e com todas as pessoas.

Mário deAndrade:

Há uma gota de sangue em cada poema

Assim como há resquício de barro
Nas estradas asfaltadas
E ruínas pelo impacto das guerras
e catástrofes
Há em cada poema uma lágrima;


Assim como ecoa aplausos e vaias
Da grande semana!  Onde sobra
Pedaços mastigados na antropofagia
Mário não desperdiçaria uma idéia
Sem que esfacelasse fontes, rituais e oferendas.


Há uma gota de suor em cadaletra
E em cada verso um gozo de dor
Por que sempre a dor do poeta?
Simples…  É exatamente aí que sucumbi
As mágoas de exprimir pelo dom;
E despedir a força vital paulatinamente…


Mas há de deixar cada poeta, em cada página seca
A ata boêmia, idéia difusa e
sua vida latente!


Conclusão:


O poeta explica que um poema não nasce de repente, se não houver um sentimento seja ele qual for. Cadapoema existe uma razão.


Uns retratam sua felicidade, outros seu sofrimento; sendo o sofrimento por saudade, por amor não correspondido, entre outros; e ao retratar a felicidade,sendo por uma conquista, um amor correspondido,uma doce saudade do tempo de infância etc.


Mesmo um poema que expresse alegria diz que sofreu antes, porque atrás de cada felicidade há um sofrimento, uma dor, umalágrima. Por isso em cada poema há um a gota de sangue.

Carlos Drumond de Andrade:

As cem razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não...
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