Ciencias socias

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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA – URCAMP
Campus de Caçapava do Sul – RS
Curso de Ciências Sociais – Prof.ª Maria do Carmo


TRABALHO DE SOCIOLOGIA RURAL
Estudo do Campesinato: História, característica, lutas, exclusão social.
Patrícia Fonseca Oliveira

INTRODUÇÃO
Este trabalho busca um resgate histórico da constituição do campesinato no Brasil, através dai definir os aspectos principais desua formação, suas principais característica e os fatores que contribuíram para a manutenção de sua exclusão social no país. O trabalho e desenvolvido de modo descritivo por uma etnografia superficial pois os dados adquiridos são de artigos e livros que tratam do campesinato, Uma descrição superficial diria que se tratam de obras que abordam questões relacionadas ao campesinato e seu desenvolvimentosocial. Todavia, o aprofundamento da interpretação em uma descrição densa nos leva a perceber algo mais nestas publicações. Entre a “descrição densa” e a “descrição superficial” estaria contido o objeto da etnografia, na visão Geertziana.Por exemplo, entenda-se “descrição superficial” como aquilo que alguém está fazendo (uma garota que olha o seu cabelo no espelho), e a “descrição densa” comoaquilo que ela está fazendo (olhando se ao se olhar no espelho existe alguém a olhando).

Desenvolvimento
Após a exploração do pau-brasil devido seu esgotamento e a falta de interesse dos clientes europeus pela madeira, a Coroa portuguesa decide dominar as terras brasileiras implantando as capitanias hereditárias, e então destinada terras a portugueses para dar inicio a agricultura. No entanto aformação da pequenas propriedades no Brasil ocorreu apenas três séculos após o início da colonização, e somente no inicio do século XIX é consolidado formas de pequenas propriedades agrárias (Guimarães, 1981).Assim a posse das terras estavam relacionadas a nobreza ou a condições econômicas privilegiadas.Ao camponês restava a possibilidade de plantar em terras alheias (Carvalho, 1978). A organizaçãosocial no período colonial é caracterizada por pequenos aglomerados que se formavam nas grandes propriedades e em função da mesma. Em muitos casos tanto a igreja quanto o grande proprietário de terras possuíam um papel fundamental dentro da propriedade.
A colonização portuguesa no Brasil baseou-se no desenvolvimento de uma agricultura comercial de exportação. O auge da produção de açúcar para omercado europeu no século XVI estabeleceu uma economia de “plantation”. Inicialmente a força de trabalho da agricultura foi fornecida por escravos africanos e, mais tarde, por homens livres vinculados à “plantation‘. Assim, ao lado do sistema brasileiro de “plantation”, cedo desenvolveu-se um setor camponês que compreendia pequenos proletários rendeiros e parceiros, que atuavam tanto comoprodutores de mercadorias e como força de trabalho dentro daquele sistema, bem como fornecedores de alimentos ao mesmo. Esta produção inicial de mercadorias (de safras de exportação para o mercado externo, e de alimentos para as “plantations” e para os crescentes centros urbanos) marca a emergência de um campesinato no Brasil. Com o fim das sesmarias no Brasil, já não há mais doação de terras pelo poderpúblico e sim pela compra ( a maioria dos compradores eram imigrantes). Assim os que eram posseiros agregados passam a ser compradores de terras que dependem do mercado para conduzir sua produção As grandes lutas camponesas no Brasil coincidem com o fim do Império e instauração da República. Tais lutas são muito mais vinculadas com as alterações no que se refere à posse de terras do que,propriamente, à mudança de regime político.
A luta camponesa passa a ser representada por ligas camponesas e sindicatos a partir da década de 50. A historia do campesinato pode ser definido como registro de lutas para conseguir espaço na economia e na sociedade. Na década de 70 a crescente industrialização no meio urbano esvazia o campo em direção as cidades. Após surge a industrialização do campo...
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