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  • Publicado : 20 de novembro de 2010
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Consumir virou pecado
Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br
Há um certo patrulhamento com relação ao consumo no ar. Em muitas religiões, o consumo é visto como pecado. Não nos cabe julgar,cada um tem a sua crença, mas a transgressão agora está presente em todos os campos sociais. A televisão, ao mesmo tempo em que veicula comerciais, chama a atenção do consumidor para fugir da“tentação do consumo”. “Deixar o cartão de crédito em casa” já virou um mantra. Ok. Aqui pode estar o bom papel da isenção.
A questão principal, o consumo consciente, no entanto, só gera discussão isoladamente.Ainda não é tema principal e enfatizado com tanta força quanto o “evite as compras”. Eis aqui mais um desafio para o profissional de Marketing. Polarizar esta discussão não é o melhor caminho.Estamos cansados de ver que o extremismo só gera guerras.
Não se trata, porém, de incentivar o consumo desenfreado. A lógica do capitalismo moderno - que tem mais de dois séculos - está sendo posta noparedão diante da crise financeira mundial. Sabe-se que este modelo não faz tão bem assim para a humanidade. Gera pobreza, violência, mas também gera riqueza e bem-estar. O grande problema são os custos aserem pagos.
Mudança de paradigma
As regulamentações e leis restritivas à publicidade estão cada vez mais presentes. Enquanto o governo tenta restringir o consumo de cigarros, por exemplo, asempresas se sofisticam na venda e na comunicação. Todo mundo sabe que a indústria tabagista não perdeu um real com as restrições e que sempre haverá fumantes.
A lei seca não afetou em nada as vendas debebidas alcoólicas. Algumas ações, entretanto, têm o poder de mudar o comportamento do consumidor, como a própria lei seca. Há muitos casos de pessoas que realmente deixam a bebida de lado porque estãoao volante e outras fazem revezamento com os amigos. “Beba com moderação” já está na cabeça de todos. Mas será que funciona?
O consumidor tem livre arbítrio. Não adianta os apocalípticos e...
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