Carlos drumond de andrade

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  • Publicado : 30 de outubro de 2012
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Quem passa pela orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, vê uma estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade. Ele está sentado em um banco, com as pernas cruzadas, e de óculos - isto é, seninguém tiver roubado pois até março deste ano, haviam tirado as hastes do poeta oito vezes. Drummond está de costas para o mar. Ele raramente fica sozinho. Tiram foto, sentam, conversam, pedemconselhos. Drummond era muito ligado aos amigos - talvez não se importe, aliás, até goste das visitas. Mas o poeta não gostava de aparecer. Dizia que tudo o que tinha a dizer já estava em sua obra.
Raramentedava entrevista e se deixava ser fotografado. "Como a cara que Deus me deu não é das mais simpáticas, e costuma ficar ainda pior quando fotografada, costumo fugir das objetivas como o diabo foge dacruz", contou a Humberto Werneck em entrevista em VEJA (Editora Abril), de 1977. Mas quem diria que o poeta gauche (tímido) adorava passar trotes aos amigos? Passava a mão no telefone e ligava. Imitavaoutra voz e os enganava. Drummond é um poeta como muito mais do que sete faces. Deixou uma obra extensa e uma certeza: de que a poesia não precisa ser difícil, ela pode ser lida à beira mar, como quemcaminha com destino a um lugar desconhecido
Drummond foi casado por 62 anos com Dolores Dutra de Morais. Porém, durante 36 anos, Lygia Fernandes, 25 anos mais jovem que o poeta, e Drummond namoraram(como eles preferiam chamar o caso extraconjugal). Se conheceram, em 1951, no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde trabalhavam. Eles se viam todos os dias, mesmo depois de opoeta se aposentar. Drummond fez várias poesias para ela e deixou, pelo menos, três livros de poemas inéditos, além de manuscritos de Lição de Coisas e Boitempo. Lygia morreu em 2003 e seus familiaresrecolheram o material. Até hoje se recusam a divulgá-lo. Um tesouro perdido.



Em 1924, Carlos Drummond de Andrade, na época com 22 anos, publicou o livro Os 25 poemas da Triste Alegria,...
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