Carlos drummont

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 26 (6302 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 16 de fevereiro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
ACÁCIA CENTRO INTEGRADO DE ENSINO



















Carlos Drummond de Andrade



















PARANATINGA
2009
Felipe M. Ferreira
Marcos B. Hamada
Paula T. B. Tomazini















Calos Drummond de Andrade












Trabalho apresentado pelos alunos do 3º ano do ensinomédio para a professora Danilela da disciplina de português da escola Acácia Centro Integrado de Ensino.

















Paranatinga
2009
Introdução

No presente trabalho, descobriremos a dimensão da personalidade criadora do autor pertencente à segunda fase do Modernismo: Carlos Drummond de Andrade, apresentando sua biografia, obras, estilo e a medida psicológica.
Devido aestudos literários, selecionamos a obra Antologia Poética, que colabora para o desvendamento da vida literária desse poeta "gauche".
Através da estética da recepção, analisaremos os poemas No Meio do Caminho e A Flor e a Náusea, onde apontaremos a problemática existente nestes poemas e sua composição.







































1- BiografiaCarlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptoslocais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinetede Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934),em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vistamelancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José(1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Váriasobras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações...
tracking img