Cadeia produtiva sucroalcooleira

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CESUT – CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ
FAJA – FACULDADE JATAIENSE












Cadeia produtiva sucroalcooleira








Acadêmico: Tiago Magalhães Lima
Professor: Dr. Carlos Hoff Brait


Trabalho apresentado junto a Faja – Faculdade Jataiense, como parte das exigências para obtençãodo título de especialista em agronegócios e bioenergia.
















Jataí, Goiás
Fevereiro de 2012
1. Introdução
A cana de açúcar está diretamente ligada a história dos brasileiros. Desde o séc. XVI, quando a América ainda estava sendo descoberta por espanhóis e portugueses, o açúcar já começava a ser produzido aqui. A cultura foi trazida de Portugal e se desenvolveu noNordeste através de engenhos, que já exportavam, apesar de pequena escala, a países da Europa. Hoje, além do açúcar, a cana proporciona ao Brasil o álcool combustível, importante alternativa para diminuir nossa vulnerabilidade energética. Além disso, o setor sucroalcooleiro é responsável por uma das maiores absorções de mão de obra do país. Cerca de 3,6 milhões de empregos diretos são gerados ecom expectativas positivas para o futuro.
Atualmente, a cana de açúcar é o carro chefe da energia de biomassa do Brasil e do mundo, com intensivo uso de mão de obra. É relevante também para um país com as dimensões e problemas sociais do Brasil o fato de que a atividade canavieira, na maioria das vezes, emprega com remuneração digna, assistência social e garantias trabalhistas, milhares detrabalhadores, entre os quais grande contingente com menor qualificação, que teria enorme dificuldade de emprego na indústria ou no setor de serviços.


2. Revisão de literatura
2.1 Histórico
O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, seguido pela Índia, Tailândia e Austrália. Em média, nas últimas safras brasileiras, 52% da produção nacional destinaram-se a produção deetanol (anidro e hidratado) e 48% a de açúcar. A cultura espalha-se pelo Centro-Sul e pelo Norte-Nordeste, ocupando cerca de 7 milhões de hectares ou aproximadamente 2% de toda a terra arável do país.
Os estados mais representativos das regiões brasileiras são: Paraná, na região Sul; São Paulo, na região Sudeste, Alagoas, no Nordeste. Goiás destaca-se na região Centro-Oeste ocupando a quartaposição no país, após São Paulo, Paraná e Minas Gerais (UNICA, 2010).
A introdução do cultivo da cana-de-açúcar em Goiás ocorreu juntamente com a expansão de fronteiras no Estado, no início do século XIX, com a montagem de pequenos engenhos de fabricação de rapadura e cachaça artesanais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE, 2010), um dos engenhos mais antigos é o São Joaquim, emPirenópolis, edificado em 1805 para a produção de açúcar e aguardente. A cultura da cana-de-açúcar disseminou-se juntamente com a produção pecuária, uma vez que os engenhos eram movidos a energia animal.
A maior expansão da cultura da cana no Brasil ocorreu no período de implantação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) em 1975. A 1ª fase do Programa (1974-1979) foi marcada pela produçãode álcool anidro, fabricado em destilarias anexas às usinas de açúcar. O álcool anidro foi utilizado para misturar-se a gasolina e, com isso, possibilitar a economia de divisas derivadas da importação de petróleo. Em Goiás, os reflexos dessa fase são observados somente nos municípios de Santa Helena, que apresentou um aumento de 150% em área de cana-de-açúcar colhida, passando de 2.200 ha, em1974, para 4.600 ha, em 1979, e em Goianésia, que apresentou um aumento de aproximadamente 100% na área colhida, passando de 2.900 ha, em 1974, para 5.900 ha, em 1979 (IPEADATA, 2010).
A 2ª fase (1979-1986) é iniciada com o 2º choque do petróleo o qual implicou em vultuosos aumentos de seu preço. É caracterizada pela produção de álcool hidratado para atender ao consumo em ascensão dos veículos...
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