Bullyng

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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO MATEENSE
FACULDADE VALE DO CRICARÉ – FVC
CURSO BACHARELADO EM DIREITO
2º PERIODO DE DIREITO


“BULLYING, UMA REALIDADE A SER DESCUTIDA”

SÃO MATEUS
2012
Aislan Sepulcro
Carolina Moreira Vaccari
Fernanda
Janaina
Marcilio Junior Peixoto


“BULLYING, UMA REALIDADE A SER DESCUTIDA”

Trabalho acadêmico apresentado como requisito parcial paraaprovação na disciplina Sociologia Geral e Jurídica, na Faculdade Vale do Cricaré.
Professora Orientadora: Consuelo

SÃO MATEUS
2012

RESUMO
Este trabalho tem por objetivo trazer em destaque um tema recorrente e de profunda importância para a sociedade: o bullying. Este tem causado muitas divergências sobre suas causas e conseqüências, levantando um debate sobre quais atitudes devem ser tomadas paraa prevenção, e nos casos concretos, qual seria a melhor forma da punir ou responsabilizar aqueles que promovem ou permitem a prática do bullying, seja nas escolas, nas ruas, no trabalho, etc.
Aprofundaremos o assunto no que tange ao ambiente escolar, tendo em vista sua maior recorrência e a maior dificuldade de se responsabilizar os causadores, por se tratar na sua maioria de crianças eadolescentes, ou seja, são de pessoas inimputáveis, desta forma é preciso conhecer onde e como tudo começa; as formas, as conseqüências psíquicas e comportamentais, as responsabilidades das escolas e dos pais e como o poder publico pode agir tanto na esfera administrativa, tanto na civil e quanto na penal.

INTRODUÇÃO

Para melhor compreensão do tema precisamos fazer um breve histórico do que é oBullying, esta palavra de origem inglesa derivada do termo “bully”, que no português significa: brigão, fanfarrão, valentão, tirano; é utilizada em muitos países para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por uma ou mais pessoas contra outra(s), causando dor e angústia, dentro de uma relação desigual de poder. A psiquiatra Ana beatriz BarbosaSilva diz que:
“Quando uma pessoa ou um grupo de pessoas se diverte em função da humilhação de alguém, fica caracterizado como bullying quando há intenção de fazer o outro sofrer, ou seja, nada justifica fazer o outro sofrer, tem que sempre haver uma situação em que a vítima, a pessoa que sofre o bullying, não seja capaz de fazer frente ao seu(s) agressor (es), seja porque possui uma personalidademais quieta, mais reservada e não adepta a violência, ou porque está numericamente desfavorável, pois no geral a prática do bullying é feita por grupos que se organizam para atacar sua vítima.” [1]
O fenômeno bullying, analisado dentro do contexto escolar, não configura uma violência qualquer, visto que compreende atitudes agressivas de todas as formas, praticadas de forma intencional e repetidas,sem motivação evidente, adotadas por um ou mais indivíduos contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação de desigual poder.
Portanto é preciso diferenciar uma brincadeira da prática do bullying, ainda segundo a psiquiatra: “uma brincadeira é quando todos se divertem”, quando uns se divertem e outros sofrem (porque são os objetos de diversão), não pode haverbrincadeira e sim violência. Neste sentido prosseguiremos uma abordagem mais profunda do tema para identificarmos alguns recursos possíveis para o combate a esta prática.
O IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2009, coletou dados importantes junto aos estudantes do 9º ano (8ª série) do ensino fundamental nos Municípios das Capitais Brasileiras e noDistrito Federal. Inicialmente foi levantado que 69,2% dos alunos disseram não ter sofrido bullying. O percentual dos que foram vítimas deste tipo de violência, raramente ou às vezes, foi de 25,4% e a proporção dos que disseram ter sofrido bullying na maior parte das vezes ou sempre foi de 5,4%. O Distrito Federal (com 35,6%) seguido por Belo Horizonte (com 35,3%) e Curitiba (com 35,2 %) foram as...
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