Briefing de pesquisa de mercado

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O PROTECIONISMO NORTE-AMERICANO E OS PRODUTOS DE BASE AGRÍCOLAS BRASILEIROS
Lisiane Boff Toneta
Resumo
O presente artigo de nível acadêmico busca identificar as principais barreiras protecionistas norte-americanas que interferem direta ou indiretamente as exportações de produtos de base agrícolas brasileiros. Essas imposições governamentais são criadas com o intuito de proteger o mercadodoméstico dos produtos importados. Também traz informações sobre o seu impacto sobre a venda desses produtos.
Palavras-chave: barreiras protecionistas, produtos agrícolas, exportação, importação.
Abstract
The present article in academic level seeks to identify the main North American protectionist barriers that interfere direct or indirectly at exports of Brazilian agricultural base products. Thesegovernmental impositions are created in order to protect the domestic market of the imported products. It also provides information of it impact on the sale of these products.
Key words: protectionist barriers, agricultural products, export, import.
Introdução
O presente trabalho busca observar quais são as principais barreiras protecionistas dos Estados Unidos para produtos agrícolas de baseprovenientes do Brasil, bem como o seu impacto sobre a relação entre os países. O artigo irá proporcionar uma visão das dificuldades encontradas por esses produtos para ingressar no mercado norte-americano, como a exigência de normas, certificações, padronizações, programas de subsídios agrícolas, benefícios aos produtores nacionais, manutenção de preços artificiais de mercado, entre outras.Este tema é de grande importância, e tem sido amplamente discutido internacionalmente, pois ambos os países são grandes produtores e também consumidores de produtos agrícolas. O protecionismo garante a sustentação e proteção de produtores nacionais, porém sempre causará impactos no resto do mundo e deve ser utilizada de forma moderada, a fim de não prejudicar a relação entre países e o crescimento edesenvolvimento mundial.
Em hipótese, entende-se que os Estados Unidos é extramente rigoroso e cauteloso no que diz respeito à importação de produtos agrícolas, principalmente dos provenientes do Brasil, o que pode levar a prática de restrições abusivas que prejudiquem esta relação comercial.

Os países mantêm uma tradicional relação comercial na qual o maior interessado aparenta ser oBrasil, já que atualmente, o país é o segundo maior importador de produtos brasileiros, ficando atrás somente da União Européia. Tal fato caracteriza o tamanho do negócio existente entre ambos Estados e ressalta a importância de uma ótima relação política e comercial entre eles. Além disso, estima-se que ainda há muito mercado a ser explorado entre os mesmos, o que pode representar um crescimento comoresultado de uma parceria eficiente e justa.
A globalização trouxe oportunidades para as nações, mas junto a ela vieram também ameaças. Devido à complexidade das relações comerciais internacionais, se fez necessário a criação de instrumentos para melhor aproveitar essas oportunidades, promovendo assim o crescimento mundial, e controlar os efeitos negativos para manter o equilíbrio do mercadointerno de cada país. A criação de barreiras protecionistas foi a forma encontrada para obter esse controle.
A partir dos conceitos de Sosa (2000), Maia (2006) e Carvalho (2004), pode-se definir o protecionismo como um tipo de intervenção governamental utilizada para defender e favorecer os seus produtores nacionais, visando também à redução das importações que causam déficit na balança comercial.As principais barreiras protecionistas utilizadas atualmente são segundo Maia (2006, p. 182), os subsídios, as tarifas alfandegárias, as taxas múltiplas de câmbio, as quotas de importação, a exigência de licenças de importação e exportação, barreiras técnicas, ecológicas sanitárias e contra drogas.
Com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995 a partir da Rodada Uruguai,...
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