Autismo e educação

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O autismo foi identificado pela primeira vez por Leo Kanner, psiquiatra infantil em um menino de cinco anos, encaminhado a ele para diagnóstico em 1938. Após esse primeiro caso, mais dez crianças foram estudadas com quadros similares e em 1943, foi publicado no periódico “Nervous Child” um artigo com o título “Autistic disturbances of affective con-tact” . O termo foi utilizado para referir-se a crianças que apresentavam isolamento social, alterações de fala e grande necessidade de manutenção de rotina.
Desde então o autismo vendo sendo identificado e estudado por inúmeros profissionais, vindo a ser reconhecido como entidade diagnóstica. Entretanto, a conceituação de autismo tem se modificado no decorrer do tempo. De fato, com uma simples pesquisa bibliográfica sobre o tema torna-se perceptível a sua complexidade, o que leva a inúmeras divergências conceituais a respeito da definição, etiologia, formas de tratamento clínico e atuação pedagógica. Há algumas décadas, atrás, por exemplo, o autismo era considerado um problema de ordem psicodinâmica, oriundo de relações afetivas mal estabelecidas, sobretudo entre a mãe e o bebê nos primeiros anos de vida. Entretanto, como já mencionamos, hoje, a maioria dos especialistas reconhece a existência de disfunções orgânicas intrínsecas, multifatoriais, que prejudicam o desenvolvimento afetivo, cognitivo, linguístico e social destas crianças (SCHWARTZMAN, 2003; SERRA, 2004; FERNANDES et all, 2007; SUPLINO, 2007; entre outros).
O autismo pode ser compreendido como uma síndrome comportamental, de origem biológica e não ambiental, a qual apresenta diferentes graus de gravidade dos sintomas ou características.
As crianças autistas estão incluídas no conjunto dos Transtornos Globais de Desenvol-vimento - TGD , que compreende cinco categorias diagnósticas: autismo “clássico” , Sín-drome de Asperger, Síndrome de Rett, transtornos desintegrativos da infância e o transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação

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