Auditoria

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JORNAL PUBLICO
Supervisão quer saber por que razão a BDO não detectou ou não revelou irregularidades

Banco de Portugal quer ouvir auditora que certificou contas do BPN nos últimos anos
05.02.2009 - 09:24 Por Cristina Ferreira

O Banco de Portugal (BdP) vai pedir à BDO Binder, a empresa que certificou as contas do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2003 e Junho de 2008, esclarecimentossobre os motivos que levaram os auditores a não revelar ou detectar a situação de insolvência em que se encontrava na altura o banco. Em causa está, entre outras coisas, o montante das imparidades do BPN, agora apuradas e que ascendem a 1,8 mil milhões de euros (o capital social do banco é de 300 milhões de euros).

A entidade supervisora da banca procura respostas para o "buraco" de 1800milhões do BPN O PÚBLICO sabe que os responsáveis do BdP estão a olhar à lupa para as contas certificadas ao longo do último ano pela BDO Binder e que foram sempre consideradas pela auditora como verdadeiras e apropriadas em todos os aspectos materialmente relevantes. Terça-feira, Francisco Bandeira, actual presidente do BPN, e Norberto Rosa (gestor da CGD) foram ouvidos na Assembleia da República pelacomissão de inquérito à nacionalização do BPN e comunicaram a existência de imparidades de 1,8 mil milhões de euros. As perdas potenciais estão associadas as operações fraudulentas envolvendo o Banco Insular, a operação em Cayman e o balcão virtual, negócios imobiliários ruinosos (o banco adquiria activos acima do valor real), crédito de cobrança duvidosa dado, por exemplo, a accionistas eclientes especiais. É neste quadro que Vítor Constâncio se propõe chamar ao BdP os responsáveis da BDO, para os confrontar com a situação agora encontrada pela Deloitte. Ou seja: o supervisor pretende inteirar-se em que medida a BDO, no âmbito das suas competências, falhou ao não descobrir as imparidades agora assinaladas. Isto, mesmo tendo em conta o facto de Constâncio já ter salientado publicamenteser praticamente impossível chegar ao Banco Insular e ao balcão virtual, através do qual se realizavam grande parte das transacções ilícitas que geraram as imparidades, pelas vias oficiais. O BdP quer igualmente avaliar o papel desempenhado pelo revisor oficial de contas do BPN, a sociedade Monteiro e Associados, representada por José Manuel Carlos Monteiro. A BDO audita o BPN desde 2003, porconvite de Oliveira e Costa, que se encontra agora detido. A entrada da BDO no BPN surgiu depois de a Deloitte ter apontado um conjunto de reservas e ênfases às contas do banco. Quando assumiu funções, a BDO considerou os problemas resolvidos, alegando que "os credores não estavam em situação de incumprimento". Antes da BDO, o BPN tinha sido auditado por três empresas: Ernst & Young,PriceWaterHouseCoopers e pela Deloitte & Touche.

Jornal i
Supervisão investiga auditorias da Deloitte às contas do BPP
Publicado em 16 de Julho de 2009 Novo órgão de supervisão já iniciou três acções de inspecção

O Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria (CNSA) está a fazer uma inspecção para apurar eventuais irregularidades nas auditorias às contas do Banco Privado Português e que são daresponsabilidade da Deloitte, soube o jornal i. Até ao fecho da edição, não foi possível obter um comentário do CNSA, mas em comunicado de 9 de Julho, a instituição afirmava ter iniciado três acções de inspecção a sociedades revisoras oficiais de contas. As iniciativas, que levaram à constituição de três equipas de inspecção, decorrem ao abrigo do artigo que prevê inspecções às entidades sujeitas à suasupervisão, sempre que existam indícios da prática de irregularidades. Além da auditora do BPP, também as contas do BPN e do BCP estarão a ser investigadas. Uma das situações em averiguação, no caso do BPP, passará pela não contabilização dos activos e passivos relacionados com os produtos de retorno garantido que estão registados em veículos fora do balanço do banco. Esta é uma das razões pelas quais...
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