Atresia de esofago

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  • Publicado : 14 de novembro de 2012
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ATRESIA DE ESÔFAGO
O que é atresia de esôfago?
A atrésia esofágica é uma anomalia congênita, onde ocorre estreitamento ou completa obstrução do lúmen esofágico. O esofâgo superior não se conecta ao esôfago inferior e estômago. É resultante de um processo embrionário mal formativo.
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Sintomas
Estudo clínico e radiológico(Semiologia e Semiótica):(sintomas e sinais ) Para BOERS e POTTS, orecém-nascido que sufoca e respira com dificuldade – em que o nariz e a boca são obstruídos por secreções excessivas, tem uma atrésia esofágica até se provar o contrário. Esta é uma indicação para os pediatras, pois que, mesmo para um pediatra avisado, serão necessárias várias horas, antes que ele pense em atrésia. Há, porem, elementos colhidos, quer antes do nascimento, quer à nascença que podemfazer pensar em atrésia do esófago.
* Sialorreia (salivação excessiva).
* Regurgitação (intolerância alimentar).
* Sintomatologia de obstrução respiratória com estridor
* Distensão (ballonement) epigástrica.
É salivação excessiva, evoca-nos o Sindrome (de obstrucção) Esofágico – disfagia regurgitação e sialorreia A primeira (disfagia), sendo de expressão subjectiva, não pode serdetectada no recém-nascido.
Abundante mucosidade escorre da boca da criança, dando a sensação dum excesso de salivação que obstrui a faringe e impede o reflexo da deglutição.
Um muco fino e espumoso característico escorre continuamente ao nível dos lábios, contrastando com as bolhas que, frequentemente, surgem no recém-nascido, após o parto.
Muito excepcionalmente esta espuma pode estar tingidade bílis, em conseqüência do refluxo gastro-esofágico de conteúdo gastro-duodenal, através de fístula eso-traqueal.
Antes do nascimento
A única forma de eliminação do líquido amniótico segregado pelo epitélio amniótico é a deglutição fetal. Várias vezes tem sido demonstrado que substâncias injectadas no saco amniótico, podem ser encontradas, mais tarde no estômago e intestino do feto.
Há autoresque relacionam a prematuridade com a atrésia, mas não esclarecem se teria havido antecedentes de hidrâmnios.
Não deve-se esquecer que o hidrâmnios pode também existir nas obstruções altas do tubo digestivo. Certamente que o "hidrâmnios", não é patognomónico de atrésia esofágica e MORIN, HANON, COQUOIN, CARNOT, MIGNARD, não aceitam que o hidrâmnios seja causado por uma obstrução do tubodigestivo.
Uma conclusão certa porem se tira: em todo o hidrâmnios, o obstetra que assiste à mãe, ou o pediatra que recebe a criança, têm a obrigação de fazer um despiste de atrésia esofágica no recém-nascido.
À nascença
O diagnóstico apoia-se em sintomas de presunção que sinais de certeza podem rapidamente confirmar.
Fazer o diagnóstico de atrésia esofágica antes do 3º ou 4º dia deve ser o objetivo aatingir por todo aquele que lida com o recém-nascido.
A literatura, porém, pode levar-nos a conclusões errôneas. HAIGHT, por exemplo, obteve o seu primeiro sucesso cirúrgico num recém-nascido operado ao 12º dia.
Certas estatísticas mostram melhores resultados, para crianças operadas com vários dias de idade, do que em crianças operadas precocemente.
Sem dúvida que a "aparente" maiorsobrevivência operatória de crianças operadas tardiamente se deve a que só as crianças vigorosas passam a barreira dos 3 primeiros dias, porque a tosse é eficaz. "Até essa data os maus casos morrem".
TIPO I ou A TIPO III ou C TIPO II ou B TIPO IV ou D TIPO IV ou E
Figura [ 1 ] – classificação segundo os tipos
* Atresia sem fístula (8%) – Tipo I (A)
* Atresia comfístula distal com a traquéia (86%)- Tipo III (C)
* Atresia com fístula proximal com a traquéia (2%) - Tipo II (B)
* Atresia com fístula proximal e distal com a traquéia (1%) – Tipo IV (D)
* Fístula traqueoesofágica sem atresia (3%) – Tipo V (E)

Malformações associadas:
As malformações seguintes devem sempre ser pesquisadas, estando associadas em 50 a 70% dos casos de atresia de...
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