Atos 5

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At 5.17-42
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* Vemos a maioria como pertencente ao partido dos saduceus
* Inveja: Um dos problemas dos religiosos com Jesus. O outro se baseava na insatisfação deles com Jesus, por não atender às suas expectativas de Messias, que deveria ser bélico-político, que deveria apoiá-los, endossar sua religiosidade, libertá-los do domínio político, promovê-los em superioridade às demaisnações. Uma vez que Jesus não tomou partido, antes, não por ódio, mas por amor, querendo trazê-los à luz, ao arrependimento, denunciava-os em sua hipocrisia, acabou por constituir-se como rival/inimigo deles. Entretanto, frisemos, todos os fariseus eram amados por Jesus, pois haviam sido criados por meio dEle, e sua denúncia era para livrá-los do engano, para tirá-los das trevas, mas, quem se obstinacontra a Verdade, permanece no engano.
Contudo, como rejeitavam essa proposta, vendo-o como rival, passaram à inveja, já que, para eles, Jesus competia com eles, e não podiam admitir a popularidade de Jesus, ver o “povo ignorante” indo atrás dEle, e não mais admirando-os em sua religiosidade do exterior; não toleravam ver, inclusive, pessoas de dentro do Sinédrio demonstrando certa simpatia emrelação a Ele. Não conseguiam suportar a Verdade manifestada em Jesus, a alegria, a verdadeira piedade. O viver do Nazareno era uma denúncia ensurdecedora da nulidade de suas vidas.
Em seu desejo de adoração, de glória, de reverência, viram-se em competição com Jesus, numa síndrome luciferiana, como se precisassem desbancar Jesus, e tomar o que Ele tinha. Não quiseram reconhecer que não há como secompetir com Jesus, querendo afirmar sua descartabilidade, já que dependemos dEle, e que nossa satisfação está justamente em reconhecer nossa insuficiência, nossa diferença em relação a Ele, que nossa realização vem de render-se a Ele.
Mas isso diz respeito a algo que estava restrito àquele contexto, certo? Houve uma mudança na humanidade e a inveja não habita mais o coração dos homens, correto?Alguém dirá que ainda há inveja, mas não em nós, “povo escolhido”. Equívoco. Todos nós sabemos que realidade é essa, mesmo depois de convertidos.
A inveja é muito maligna. Quanto mais ela se fizer presente em nós, menor será a possibilidade de provarmos vida, refletindo um caminhar distante do Senhor. Isso porque ela pertence à realidade do nosso interior, subjetiva, do nosso olhar, do nossocoração, independente das circunstâncias exteriores. Ela não diz respeito ao quanto “temos”, ao quanto os outros “têm”, a uma contabilidade objetiva, mas a como percebo as coisas, àquilo em que encontro satisfação, a como me vejo, a como percebo quem sou e o que recebi. A inveja é fruto de ignorância da graça, de quem somos, fruto de comparação, é insatisfação. Desse modo, sempre estaremos em desvantagem,em prejuízo, por nossos olhos se fazerem incapazes de perceber o quanto temos, que é mais que o bastante, olhando sempre para os outros, imaginando que temos menos que eles. É problema de foco, foco nos outros, que é, na raiz, foco em si, egocentrismo. Talvez seja o único alterocentrismo que é egocentrismo.
Isso me manterá sempre descontente, pois não importa a riqueza (de qualquer espécie) queeu tenha, nunca me será o bastante se meu critério for o outro, julgando sempre que alguém tenha mais que eu. Jamais atentarei para aquilo de que preciso, mas minha (in)satisfação será sempre ter mais (que o outro).
O que fazer? Parar de me comparar com os outros, e me comparar a mim mesmo diante de Deus, a realidade da graça e da ausência dela. Reconhecer quanto eu tenho, quão enriquecido soupela graça, sem mérito algum, sem a qual minha miséria seria absoluta, impossibilitando mesmo a minha existência; tomar consciência e confessar a mim, em verdade, como sou poupado de receber o que merecia, de modo a ter a possibilidade de receber, e de fato receber, aquilo que não mereço.
Devo reconhecer que tudo quanto tenho não é mérito, mas graça, de forma que me retire qualquer argumento,...
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