As tres ecologias

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  • Publicado : 25 de abril de 2012
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As três ecologias-Félix Guattari.
Na obra As Três Ecologias, o pensador Félix Guattari , expressa sua percepção perante um mundo que se deteriora lentamente, em decorrência dos desequilíbrios ecológicos, onde acidentes químicos e nucleares têm sido cada vez mais comuns e algumas epidemias são incuráveis.
Esses fenômenos ameaçam a vida do homem no planeta. Ao mesmo tempo a vida sócio-existencialdo ser humano perde significado, as redes de parentesco são reduzidas a cada dia a um estreitamento e redução de valores, a vida doméstica é suplantada pelo consumo da mídia manipuladora da opinião popular, a convivência dos casais e das famílias vive uma espécie de padronização de comportamentos e as relações entre os vizinhos não tem expressão. Os governos parecem ter apenas uma consciênciaparcial dos problemas que ameaçam o meio-ambiente, restringindo-se ao campo dos danos industriais. Aqueles que detêm os meios de produção ao elaborarem seus projetos com a finalidade de lucrar, tratam de somenos acerca das leis naturais e normas ambientais.
Segundo Guattari, somente uma articulação ético-política entre as três ecologias (o meio-ambiente, as relações sociais e a subjetividade humana)é que poderia esclarecer tais questões. O que está em curso é a forma de se viver sobre este planeta daqui para frente. A esta articulação dá-se o nome de ecosofia, que é a relação entre as três ecologias: o meio-ambiente, as relações sociais e a subjetividade humana.
As redes de parentesco tendem a se reduzir ao mínimo, onde a vida conjugal e familiar se encontra freqüentemente ‘ossificada’ poruma espécie de padronização dos comportamentos, assim as relações de vizinhança estão geralmente reduzidas a sua mais pobre expressão. Esta forma possibilitou o ser humano a se projetar, está lentamente cedendo lugar ao imediatismo, ao modo fácil e despreocupado, pois se elegeu, involuntariamente, onde aparentemente o homem não encontra mais barreira a ser superada.
Com isso o homem deixa,paulatinamente, de se perceber um ser complexo, no mais forte significado da palavra para se tornar uma coisa, um objeto que pode ser manipulado ao sabor das tendências, tornando-se apenas um ponto de referência estatístico nesta cultura consumista, sendo exortado a extrapolar, ou seja, sair da realidade da qual subsiste para adentrar ao subjetivo estereotipado.
Compreende-se com isso que o homemtrocou o amadurecimento imposto pelas necessidades do existir pela simples contemplação da descoberta, abandonando o real significado do conhecimento para tal existência, assim o que pode ser dado como um avanço tecnológico é, na verdade, um caminho inverso para a sua sustentabilidade. Este é o caminho da generalização e efeito da globalização, tal fenômeno se alastra por todos os ramos da atividadehumana; por ser um processo histórico que se fundiu com a instalação do capitalismo e apresenta várias dimensões afetando toda forma de vida no ecúmeno do espaço geográfico.
De fato, leva-se a entender, neste ponto, que as relações sociais são as que se dão de indivíduo para indivíduo, de instituição para instituído e vice versa.
Assim, o primeiro seria o meio ambiente, o segundo a subjetividadee o terceiro a resultante.
No ceio dos países desenvolvidos reencontramos esse mesmo princípio de tensão social e de ‘estimulação’ pelo desespero, com a instauração de regiões crônicas de desemprego e da marginalização de uma parcela cada vez maior de populações de jovens, de pessoas idosas, de trabalhadores ‘assalariados’, desvalorizados etc, essas tendências mundiais estão dividindo o globo emprodutores, técnicos e consumidores, quem sabe uma excelente subdivisão do sistema ecológico da subjetividade humana que, fatalmente, colocará numa posição de análise do comportamento humano global.
Entendemos que soluções são viáveis, desde que haja uma mudança de atitude, está na hora de uma postura crítica da relação humana, é necessário chamar para si a culpabilidade da falência social,...
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