As cruzadas

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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As Cruzadas: as batalhas da fé

Durante a Alta Idade Média (entre os séculos V e XI), na Europa Ocidental, como vimos a Igreja católica, além de ser grande proprietária de terras, cobrava o dízimo dos fiéis e exercia forte influência sobre os costumes, os conhecimentos e o modo de pensar da sociedade. No Oriente, a partir do século XI, esse poder foi prejudicado pelo Cisma, que deu origem aIgreja Ortodoxa.
No final do século XI, Jerusalém, cidade da Palestina considerada sagrada para os judeus, cristãos e muçulmanos, foi dominada pelos turcos durante o processo de conquistas territoriais. A invasão de Jerusalém não deixava espaço para as peregrinações dos cristãos que costumavam ir para essa cidade; por isso, em 1095 o papa Urbano II convocou os fiéis a uma luta contra inimigos dacristandade e em particular, convocou os cristãos a expulsar os muçulmanos da Terra Santa. Atendendo aos apelos do papa e incentivados pelos clérigos, os nobres europeus começaram a organizar as Cruzadas, expedições militares que receberam esse nome porque levavam bandeiras com uma cruz representando a fé em Cristo. As Cruzadas reuniram milhares de pessoas dispostas a seguir até o Oriente paradefender a Igreja Católica. Religiosos das Cruzadas não podem ser separados dos interesses da sociedade medieval europeia da época. Entre os séculos X e XI o fim das invasões “bárbaras” reduziu as mortes nas guerras e gerou um aumento da população. Aos poucos se tornou necessário aumentar a produção de alimentos e promover o aperfeiçoamento das técnicas agrícolas, tendo em vista o aproveitamento deterras até então não cultivadas, como bosques e florestas. Parte do excedente populacional se juntava às Cruzadas com o objetivo de obter terras e melhorar sua condição de vida.
A nobreza, diante das poucas terras disponíveis na Europa, pretendia conquistar propriedades no Oriente para continuar mantendo as relações de suserania e vassalagem. Para os servos, as Cruzadas representavam uma chance detentar nova vida em terras distantes e se livrar dos impostos cobrados pelos senhores feudais. Para a Igreja Católica, por sua vez, além do interesse em divulgar o catolicismo no Oriente, havia a possibilidade de reunificar a cristandade (Cisma do Oriente) e também o desejo de obter mais terras e com isso ampliar seu poder de influência para deter o avanço do islamismo. Também participaram dasCruzadas alguns comerciantes, principalmente aqueles que vinham das cidades italianas de Gênova e Veneza, que praticavam o comércio na região do Mediterrâneo. Camada pouco numerosa na época, os comerciantes pretendiam ampliar seus contatos com Constantinopla, um dos mais importantes centros comerciais do Oriente e capital do Império Bizantino, e trazer artigos orientais para vendê-los na Europa.Entre os séculos XI e XIII organizaram-se oficialmente sete Cruzadas, das quais destacamos a primeira e a quarta. Sobre a primeira Cruzada, a Cruzada dos Barões, como ficou conhecida, cabe destacar que deixando atrás de si um rastro de sangue e selvageria, os “soldados de Cristo” – como foram chamados na Europa – os cruzados chegaram às portas de Jerusalém em 7 de junho de 1099. Exaustos e famintosdepois de uma marcha de três anos, os cristãos mal podiam acreditar: ali estava a Cidade Santa, palco da Paixão e Ressureição de Cristo, ao alcance de suas mãos e espada. Os cruzados atacaram as muralhas de pedra e, depois de 40 dias de cerco, saquearam furiosamente o lugar mais sagrado do cristianismo. A carnificina foi indescritível. Nem a população cristã ortodoxa escapou. Avançando pelas ruascobertas de cadáveres, os vencedores se abraçavam, choraram de alegria e agradeceram a Deus pela vitória.
Depois de conquistar Jerusalém, muitos cruzados voltaram para a Europa. Outros, no entanto, ficaram no Oriente Médio com o firme propósito de construir um império cristão. Os europeus dominaram o território que hoje corresponde Palestina e Israel, além de porções da Síria e da Turquia....
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