Armazenamento de medicamentoas

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QUALIFICAÇÃO TÉRMICA DE EMBALAGEM COMO ESTRATÉGIA DE
QUALIDADE NA CADEIA LOGÍSTICA DE IMUNOBIOLÓGICOS.

Diego Gorgulho
Especialista em Vigilância Sanitária pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás
digorgulho@bol.com.br
Juliana Tochini Grasso
Especialista em Logística pela Fundação Instituto de Administração
juliana@tecnocold.com.br
Roberto Carlos Rocha de Moura
Mestre em Ciênciasda Saúde pela Universidade de Brasília – UNB
roberto.crm@gmail.com

I.

INTRODUÇÃO
A vacinação no Brasil, consolidada na década de 70 com a criação do Programa

Nacional de Imunização (PNI), foi aperfeiçoada com a reforma sanitária e com criação do
Sistema Único de Saúde (SUS), configurando-se como a grande conquista no campo da
saúde por favorecer a proteção da população contra doençasinfectocontagiosas,
geralmente associadas aos expressivos índices de morbimortalidade, e por garantir o
acesso universal aos imunobiológicos (ARANDA et al., 2006).
Segundo o PNI, o Brasil atinge patamares de cobertura vacinal equivalentes aos
de países desenvolvidos e só o município de São Paulo aplica mais de quatro milhões de
doses de vacinas em salas públicas e atende quase um milhão depacientes pediátricos, dos
quais 90% receberam as vacinas do PNI (ARANDA et al., 2006) (inquérito CENTRO DE
ESTUDOS AUGUSTO LEOPOLDO AYROSA GALVÃO, 2002).

Tabela I: doses aplicadas por região do Brasil em 2008 segundo o PNI.
DOSES APLICADAS NO BRASIL (MILHÕES)*
N

NE

SE

S

CO

TOTAL

DOSE ÚNICA

4393104

14009021

18692650

6235905

3370703

46701383

1 ª DOSE9754210

30160455

46834519

14440171

9892234

111081589

2 ª DOSE

2164237

5436291

7476888

2390583

1679234

19147233

3 ª DOSE

1677381

4065426

5286300

1612457

1204057

13845621

4 ª DOSE

3198

9384

40244

8238

6865

67929

1 º REFORÇO

2423470

3238990

6018833

1904490

5046337

18632120

2 º REFORÇO

2 41923842488

1737196

307780

213682

3343069

20657523

57762055

86086630

26899624

21413112

212818944

TOTAL

* Fonte: DATASUS; Ministério da Saúde

Em 2003, o atual Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista com
Waldir Grasso, diretor executivo da distribuidora Tecnocold Express Vacinas na ocasião,
analisou o mercado brasileiro de vacinas e o caracterizoucomo composto por dois
segmentos: o público (PNI) e o privado que se organiza, principalmente, em torno de
clínicas. Este último segmento representa uma expressiva parcela da população de
usuários, comprovada pelo alto índice de importação de imunobiológicos e pelo
quantitativo de doses utilizadas no segmento privado.

Tabela II: Comparativo do quantitativo de doses utilizadas nos segmentospúblico (PBC) e
privado (PVD). Brasil, 1997 – 2001.
COMPARATIVO DO QUANTITATIVO PBC X PVD
1997

1998

1999

2000

2001

PBC

PVD

PBC

PVD

PBC

PVD

PBC

PVD

PBC*

PVD

1 6.000.000

1.035.085

24.000.000

858.491

18.621.810

216.092

11.550.000

148.805

ND

142.820

9.000

515.034

2.022.000

508.232

16.000.000

616.873

14.577.000152.987

ND

97.286

HEPATITE A

0

364.750

0

142.518

12.000

194.216

4.000

280.846

ND

205.834

INFLUENZA

0

680.364

4.270.000

2.518.686

4.730.000

2.719.114

14.000.000

2.558.252

ND

2.578.252

HEPATITE AB

0

0

0

95.000

0

178.400

0

246.590

ND

114.530

VARICELA

0

0

0

4.900

14.00095.165

6.450

170.010

ND

158.117

2 4.250.000

207.740

15.725.000

0

15.933.500

95.496

18.340.000

111.973

ND

33.390

HEPATITE B
HIb

TRÍP. VIRAL

Fonte: TEMPORÃO, 2003; Divisão de Estatística do Comércio Exterior; PNI.
* ND (não disponível).

Sendo assim, cumpre destacar que a cobertura vacinal brasileira é de
aproximadamente 80% e que, portanto, o...
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