Apostila para concurso da antaq

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ANTAQ Agência Nacional de
Transportes Aquaviários
Técnico em Regulação
cursomaster@gmail.com

.

TEORIA, EVOLUÇÃO E PERSPECTIVAS DO SETOR DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS
O transporte por água foi usado pelo Homem desde a mais remota antiguidade, tanto nos
corpos aquáticos internos - rios e lagos - , como nos mares de todo o Mundo, primeiramente
para seus deslocamentos pessoais e pesca,posteriormente para transporte de suas produções,
em troca no regime de escambo.
Primeiramente, as embarcações eram de pequeno porte e impulsionadas pela força muscular
ou pelos ventos, contando ainda em certos casos com a ajuda das correntes naturais. O
grande salto foi dado pela introdução da máquina a vapor, no início do século XIX, que
permitiu seleção de rota, maiores velocidades e aumentode porte das embarcações, além de
dar mais segurança no enfrentamento das condições adversas de navegação.
Hoje em dia, os veículos Aquaviários são os de maior capacidade unitária de transporte e os
fluxos da modalidade representam cerca de 95% do comércio internacional, constituindo, pois,
peça indispensável da Economia Mundial.
Internamente nos países em que a rede fluvial e/ou lacustre ésignificativa, o transporte por
água costuma representar parcela ponderável nos fluxos de granéis minerais e agrícolas, bem
como nos de combustíveis líquidos. É o caso de Estados Unidos da América, Rússia, Alemanha
e França.
No Brasil já foi mais representativo que atualmente, seja na cabotagem marítima, seja no
transporte fluvial e lacustre, mas hoje, principalmente este segundo é poucoexpressivo.
Por exemplo, a Amazônia, em que esta modalidade não tem competidores terrestres,
transporta menos na maior rede Aquaviária do Mundo que a Argentina no sistema do ParanáParaguai.
Histórico
O sistema de movimento Aquaviário (navegação interior) foi fundamental nos primeiros
séculos da formação territorial brasileira (1500- 1870). A principal razão para este fato é
histórico- g e o g r áf i ca . Os r i o s Ti e t ê ( o r i o d a s b a n d e i r a s ) , Sã o Fr a n ci sco ( r i o d a i n t e g r a çã o
n a ci o n a l ) e o ca u d a l o so r i o Am a zo n a s, p o r e x e m p l o , f o r a m i m p o r t a n t e s p a r a
conquista territorial, na época em que o paradigma da mobilidade geográfica era a navegação
marítima e interior.
As Aquavias como via de escoamento comercial,dedicados à grandes transportes de carga, é
recente. Exceto os rios, como os da Amazônia e do São Francisco (onde predominava quase
um único modal), os rios da malha Aquaviária brasileira ganharam políticas territoriais efetivas
somente nos anos 1990.
A não existência de rios navegáveis que desemboquem no oceano é visto por muitos com a
principal razão do Brasil não ter um sistema Aquaviárioque venha solucionar o problema de
transporte, a exemplo do que acontece nos EUA. Os rios brasileiros, com exceção do sistema
Tietê- Paraná, não estabeleceram ligações entre centros econômicos importantes. Isso torna
necessário várias operações de transbordo para que o produto chegue ao destino final.
As dificuldades impostas pela configuração territorial brasileira às Aquavias vão além da2

capacidade de sua implantação. As Aquavias desenvolvem apenas uma integração regional.
Ao contrário, por exemplo, das redes rodoviárias, estão limitadas à forma espacial das bacias
em que perfazem seus fluxos.
O novo uso agrícola do território, isto é, as modernizações do campo e a expansão dos fronts
agrícolas para produção agroindustrial de commodities, foram demarcadores da emergênciade políticas comandadas pelo Estado para a reorientação e modernização da matriz
de transportes.
O Estado, com seu domínio político, normativo e territorial, restabeleceu sua capacidade de
empreender políticas de planejamento nos anos 1990. Os planejamentos do Estado
favoreceram as políticas territoriais das grandes empresas, através de investimentos que
garantissem a competitividade...
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