Analfabetismo

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A- DEFINIÇÃO DO TEMA E ESCOLHA DO PROBLEMA.
TEMA: Analfabetismo Funcional
PROBLEMA: Em que medida as Práticas Pedagógicas têm contribuído para a produção do Analfabetismo Funcional?

B- DEFINIÇÃO DA BASE TEÓRICA E CONCEITUAL.

O tema Analfabetismo Funcional se torna relevante, na atualidade, pelo fato de ainda hoje, em meio à um uma sociedade desenvolvida, se encontrar indivíduos comdificuldades em exercer atividades simples no seu dia-a-dia e compreender situações em seu cotidiano, devido a sua falta de habilidade na leitura e escrita, que acabam gerando transtornos em sua vida social e seu convívio perante a sociedade.
Ao abordarmos as Práticas Pedagógicas e suas contribuições para o Analfabetismo Funcional, “pessoas que mesmo sabendo ler e escrever frases simples, nãopossui as habilidades necessárias para satisfazer as demandas do seu dia a dia e se desenvolver pessoal e profissionalmente – INAF ( Instituto Paulo Montenegro). Selecionamos alguns autores que serão citados no decorrer desse trabalho, que consideramos relevantes para a elaboração desse projeto.
Em primeiro lugar é incontestável que a alfabetização se faça importante apenas para as classesdominantes, quando se deve levar em conta que é de suma importância para toda a sociedade, para que haja compreensão e entendimento no seu cotidiano social e cultural, se fazendo presente Para a construção de novos conhecimentos que lhes vão favorecer um crescimento pessoal e profissional, trazendo-lhes novas perspectivas de vida. Em segundo é inevitável que se firme um único critério para assinalar osalfabetizados e analfabetos. Sabendo-se que em muitos casos essa alfabetização não ocorreu em um ambiente escolar, sendo obtida pelas experiências e circunstâncias do dia-a-dia, que lhes propuseram crescimento intelectual.
Por um lado a Constituição Federal de 1988 anuncia o direito à educação como um direito social no artigo 6º; especifica a competência legislativa nos artigos 22 e 24, dedicatoda uma parte do título da Ordem Social para responsabilizar o Estado e a família, tratar do acesso e da qualidade, organizar o sistema educacional, vincular o financiamento e distribuir encargos e competências para os entes da federação
Por outro é preocupante vermos que no Brasil, um número significante de alunos que terminam o Ensino Fundamental e Médio, e até mesmo o Superior, não tem odomínio básico dessas competências. Isso acaba gerando desafios á serem enfrentados pela sociedade, pelos governos e escolas. A escola como instituição de Ensino, deve-se questionar se realmente tem se empenhado, em desenvolver em seus educandos, a habilidade de leitura e escrita, e se o que ela ensina tem validade para a vida prática desses cidadãos. O governo deve investigar se de fato, temgarantido essa "instrução", que é direito de cada cidadão, em sentido pleno, conforme está na Constituição da República Federativa do Brasil.
Segundo FREIRE (1996) em seu livro ele diz: “Existem diferentes tipos de educadores: os críticos, progressistas e conservadores”, mas apesar de diferentes, todos necessitam de saberes comuns como: Conseguir dosar a teoria/prática, criar a possibilidade doaluno produzir e construir conhecimento ao invés de simplesmente transferir os mesmo, reconhecer que ao ensinar, se está aprendendo, e não desenvolver em ensino de depósito, onde apenas injeta no aluno as informações, e o mais interessante despertar no aluno a curiosidade, o interesse, a busca pelo conhecimento e a necessidade de aprender de forma crítica.
Compreende-se então que ensinar exigepesquisa. Segundo o mesmo autor, "não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino" ( FREIRE 1996, p, 29). O professor tem que ser pesquisador. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. É preciso pesquisar para se conhecer o que ainda não se conhece e comunicar ou anunciar novidades. Há o dever de respeitar os saberes do educando e os das classes populares. É...
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