Amor, casamento e sexualidade: velhas e novas configurações

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  • Publicado : 6 de abril de 2012
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Sumário
1 - Introdução ..........................................................................................................................1
1.1 Uma breve história sobre o casamento: 2
1.2 O Casamento Malthusiano 4
1.3 A sexualidade na era moderna ............................................................................4
1.4 A Família moderna 5
1.5 OModelo Sistêmico de Família............................................................................6
1.6 A influência da Mídia no comportamento das Famílias ........................................7
2 - Procedimentos: 8
3 - Discussão: 8
4 - Referências Bibliográficas .......................................................................................11
5 - Anexos.....................................................................................................................12

1. Introdução:

1.1 Uma breve história sobre o casamento:

A união que associa amor, sexualidade e casamento é uma invenção da era burguesa. O amor-sexual, amor-paixão, como fundamento do casamento, surgiu na modernidade e, com ela, trouxe um elemento revolucionário, pois enunciavauma nova ordem das coisas.
Hoje, os mesmos movimentos de mudança levam os casais a reverem suas idealizações sobre o casamento, o amor e a sexualidade. Novas formas de amar e se relacionar estão sendo construídas para responder às exigências de uma sociedade onde os valores e as regras econômicas e sociais estão sempre em mutação.
 A sexualidade não era vivida como lugar de prazer, sua funçãoespecífica, era a reprodução. Da antigüidade à idade média, eram os pais que cuidavam do casamento dos filhos, era um contrato que dois indivíduos faziam não para o prazer, mas para o bem de suas famílias.
Nas sociedades arcaicas, o contrato é estabelecido entre homens e a mulher é o objeto da troca feita por eles.
Nas sociedades ocidentais, o casamento tinha como função a transmissão da herança, detítulos e a formação de alianças políticas, escolha e paixão não pesavam nessas decisões. Sendo a mulher parte do patrimônio familiar, sua entrega a um homem selava a união de duas famílias reais ou nobres.
A expansão do cristianismo, a partir do século V, e a queda do Império Romano vão abrir caminho para que aos poucos a Igreja passe a estender seu poder sobre o casamento. Séculos mais tarde,a Igreja vai instituir o casamento como o único espaço legítimo para o uso da sexualidade, com o objetivo exclusivo da procriação, a renúncia aos prazeres da carne era necessária para ganhar o reino dos céus. Tais ideais de condenação absoluta do desejo e do prazer não se sustentaram por muito tempo, a Igreja acabou aceitando o casamento como um freio para os libertinos.
A sacralização docasamento pela Igreja só aconteceu por volta do século XII e foi só no século XIII que a normatização da moral cristã se estabeleceu, instituindo o sacramento do matrimônio, tornando-o monogâmico e indissolúvel. O casamento foi então instituído pela Igreja como lugar legítimo para uso dos prazeres desde que voltado para o seu fim natural: a procriação.
Segundo Flandrin (1987) apud Araujo (2002) para amaioria dos historiadores, a vida sexual, tanto dos casados como dos solteiros, foi regida pelos preceitos da moral cristã, pelo menos até o século XVIII ou mesmo até a Revolução Francesa. Restringindo a sexualidade ao casamento e à procriação, a moral cristã proibia qualquer método contraceptivo e considerava pecado toda atividade sexual fora do matrimônio.
A dessacralização do poder da Igreja seinicia com a revolução burguesa, que vai arrancar fora os véus da ilusão religiosa.
De acordo com Ariés (1987) apud Araújo (2002) as grandes mudanças no casamento se iniciam com a modernidade, quando se estabelece o casamento por amor, tendo o erotismo como predomínio na relação conjugal.
Na Idade Média eram comuns os casamentos por amor entre os camponeses, uma vez que entre os...
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