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Páginas: 9 (2241 palavras) Publicado: 24 de setembro de 2014
26/8/2014

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Contos de Fadas Criminais: aqui nem todos vivem felizes para sempre.

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Contos de Fadas
Criminais: aqui nem todos
vivem felizes para sempre.

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26/8/2014

Contos de FadasCriminais: aqui nem todos vivem felizes para sempre.

vivem felizes para sempre.

Por Diego Bayer e Alexandre Morais da Rosa
Por Alexandre Morais da Rosa e Diego Augusto Bayer

Era uma vez uma vítima, do bem, não raro rica, bonita, aristocrata e que não trabalha, violentada por uma
pessoa do mal, pobre, feia e comum. A trama se desenrola com a chegada de um herói, sempre galante, quesalva a princesa do mal, roubando (sic) seu coração. E todos vivem felizes para sempre. O enredo dos contos
de fadas é banal, cativante e canalha. Arregimenta um modo de compreender o mundo que, depois, na vida
adulta, continua a fazer vítimas. De todos os lados. Boa parte da população esperando um salvador para viver
feliz para sempre. Para tanto, os malfeitores devem ser expulsos, enxovalhados epresos. Para sempre. O
viveram felizes para sempre exclui quem não compactua com a felicidade dos detentores da narrativa.
Nesse contexto, além das agências de controle, na sua missão de garantir o status quo e os privilégios, nos
últimos tempos um protagonista mais soft exerce a missão do entretenimento com a adesão matreira ao modelo
de exclusão: certa parcela da mídia. O programasescorre-sangue, na aparência buscam informar, mas no
fundo, legitimam a estrutura e faturam. O crime virou produto a ser vendido e consumido por uma população
ávida por entretenimento. E os produtos podem ser desde monstros atrozes como policiais (confira aqui).
Todos podem ser tragados pela máquina de produzir medo e pânico. A distinção entre medo e pânico é
fundamental. Enquanto no medo ficamos emalerta, no pânico a razão não participa e assumimos a lógica do
extermínio, do inimigo. Esquecem que estes meios não estão trabalhando com personagens de filme ou novela,
mas sim, produzindo efeitos reais, criando estigmas em pessoas que jamais serão esquecidos. Por isso
deixamos de ter a mídia acompanhando os julgamentos, mas fazendo o julgamento preliminar, sem garantias,
nem contraditório.Dito diretamente: deixaram de se limitar a informar, e sim, passaram a tomar partido,
investigar por conta própria, julgar e condenar, sem respeitar o princípio do contraditório, dando voz a parte
contrária.
Através dessa curiosidade do público, os meios de comunicação se aproveitam para bombardear os noticiários
com espetáculos circense-criminais tão apenas para alcançar maiores índices deaudiência[i]. Este jornalismo
espetáculo tem exercido um poder de construção da realidade, criando pessoas incapazes de contestar,
garantindo assim sua “verdade absoluta”. Essa ampla divulgação e o superdimensionamento de fatos episódicos
e excepcionais sobre os crimes escolhidos pela mídia, conforme expõe Salo de Carvalho[ii] acabam por
aumentar a vontade de punir que caracteriza o punitivismocontemporâneo.
Então, para legitimar estas ações, os meios de comunicação criam ideias de que “todo bandido deve morrer”,
de que “temos que aumentar as penas dos crimes”, “criar leis mais rígidas”, “instituir a pena de morte”, ou quem
sabe, “jogar uma bomba nas favelas”. Este discurso dos meios de comunicação legitima um punitivismo
(populista) excessivo e a exclusão social, como se essasatitudes fossem a única forma de devolver a imaginária
paz que, ademais, nunca houve.
Neste momento é que entra em cena a atuação do denominado “Sistema Penal Subterrâneo”, pelo qual,
conforme Eugenio Raúl Zaffaroni[iii] trata-se do poder punitivo que exerce atividades ilícitas, ou seja, “que
institucionaliza a pena de morte (execuções sem processo), desaparecimentos, torturas, sequestros,...
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