Aborto

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  • Publicado : 11 de junho de 2011
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Introdução
Este trabalho tem como objetivo apresentar através de pesquisa bibliográfica, à assistência a mulher com abortamento e no pós- parto como esta no Brasil, como é o acolhimento, sobre as informações e aconselhamento, funcionamento dos acessos aos serviços em Foz do Iguaçu, como é a integração da rede, apresentando também, a classificação e conduta da ameaça de aborto, abortocompleto, inevitável, incompleto, retido, infectado, em situação de riscos para a gestante- aborto terapêutico, abortamento pós-estupro, interrupção da gravidez em casos de malformação fetal grave ou incompatível com a vida e por fim a importância do planejamento familiar no pós-abortamento.
A ilegalidade do aborto, no Brasil, não tem impedido sua prática, que ocorre em condições diversas, desdeclínicas com controle de qualidade da assistência como em clínicas clandestinas em condições precárias. O número de abortos, no Brasil, é de 1,4 milhões por ano, correspondendo a uma razão de 23 abortos por 100 gestações e 50 milhões por ano no mundo, impondo sérios riscos à saúde e à vida das mulheres (1-3). No contexto da mortalidade materna, a incidência de óbitos por complicações de abortooscila em torno de 12,5% do total de óbitos, ocupando o terceiro lugar entre suas causas.

ASSISTÊNCIA A MULHER COM ABORTAMENTO E NO PÓS-PARTO
1. Como esta no Brasil
A real magnitude do abortamento, no mundo, é desconhecida. A ilegalidade, parcial ou total em diversos países, dificulta o registro de todas as ocorrências.
Na população mundial, 62% vivem em países onde ainterrupção de gravidez é permitida por uma ampla variedade de razões.
No Brasil, apesar da carência de indicadores que permitam aferição do número total de ocorrências de abortamentos na população em geral.
No contexto da mortalidade materna, a incidência observada de óbitos por complicações de aborto oscila em torno de 12,5% do total dos óbitos ocupando em geral, o terceiro lugar entre suascausas observado as amplas variações entre os estados brasileiros.
2. Acolhimento
Visando ao acolhimento e tratamento respeitoso às mulheres e suas decisões. Isto demanda um exercício constante de reflexão sobre a influência dos próprios valores na pratica profissional reconhecimento e aceitação dos próprios limites e das diferenças.
Podem ajudar nesta reflexão as discussõescoletivas, dividir preocupações, confrontar e analisar atitudes e condutas na própria equipe de trabalho, ou em grupos.
É importante também discutir as próprias dificuldades frente à sexualidade e as práticas reprodutivas.
3. Informações e aconselhamento
Na maioria dos casos de abortamento, a mulher não deseja outra gravidez imediatamente após e a orientação sobre anticoncepção éabsolutamente necessária. Do mesmo modo, a equipe deve estar preparada para orientar aquelas mulheres que desejam outra gravidez, seja naquele serviço ou encaminhando-o para unidades de referenda.
Com freqüência, no pós-abortamento, as mulheres precisam de uma equipe que compreenda suas necessidades, não somente físicas, mas também sociais e psicológicas. Esse apoio ajudara a mulher a entender ospossíveis significados do abortamento, que, muitas vezes, se traduzem por frustração e sensação de incapacidade de engravidar novamente. Em outras situações, o sentimento de culpa pode ser dominante. Deve-se reconhecer também que há mulheres que sentem alivio, ou simplesmente estão tranqüilas, mas a incidência de abortos na adolescência constitui também grande preocupação social. Do total dasinternações por abortamento no SIH/SUS no ano de 1998, 22,5% eram de adolescentes. O atendimento recebido pelas adolescentes nos serviços de saúde é insatisfatório. Sem apoio e aconselhamento adequados, com freqüência, estas jovens engravidam novamente, entrando num ciclo repetitivo de gravidez-abortamento.
As medidas necessárias a redução da gravidez não planejada ou indesejada incluem...
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