Aborto

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  • Publicado : 7 de outubro de 2012
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Apesar da luta pela legalização, esta lei estúpida continua a suprimir o direito da mulher em relação a sua vida e ao seu corpo, fazendo com que milhões de mulheres por ano abortem em condições precárias correndo risco de vida, o aborto é a quarta causa de mortalidade materna no país, responsável por 10% dos óbitos... a questão do aborto também é uma questão de saúde pública! A legalização aocontrário do que afirmam alguns, não faria com que aumentasse sensivelmente o número de abortos já feitos, a situação atual é hipócrita porque o fato é que já se fazem milhões (um em cada três brasileiros teve/tem envolvimento direto com a prática do aborto) de abortos por ano no Brasil e não é querer fazer drama ou impressionar a mídia, é fato e portanto não há como discutir; o que leva uma mulher afazer aborto é o desejo de não ter filhos (qualquer um dos citados neste texto), mas o que reduz a possibilidade de uma opção por abortar são as condições de vida que, de modo algum, são melhoradas pela proibição do aborto, nem ficariam piores com a sua legalização, e por trás desse argumento está uma posição terrivelmente autoritária, o que é inaceitável em pessoas que costumam se opor aoautoritarismo ("legalizar seria obrigar as mulheres a abortar") em seus discursos: impor as mulheres filhos que elas não desejam ter porque a sociedade não lhes dá condições para criá-los. Além disto as mulheres que hoje não abortam, não o fazem por questões de credo/ideais o que não seria abalado com a legalização, pois o que muda com a legalização são as condições em que o aborto é realizado (porqueas mulheres com condições financeiras vão a clínicas ótimas, mas as que não possuem dinheiro recorrem a métodos que colocam suas vidas em risco - a não-legalização mantém mais um privilégio para as classes mais favorecidas); e não as convicções de cada mulher, a Igreja e os moralistas deveriam confiar mais nos ensinamentos transmitidos às suas fiéis, se elas acreditam continuarão a acreditar e nãofarão aborto. É importante acrescentar que a discussão que se tem freqüentemente com a Igreja católica é terrivelmente estúpida, porque não dá para se discutir fé, nem fatos e sim conseqüências, o grande problema é que a Igreja insiste em querer controlar a vida de todos, não se contentando em controlar a vida de seus fiéis, deveria-se deixar de lado credos, porque nem todos são católicos ecristãos, e como vivemos em um país onde a prática religiosa é livre a lei tem que ser também livre destes pormenores faz aborto quem quer e acredita que um amontoado de células não é um ser, e quem acredita ser não o faz e pronto.
Portanto, o Estado não pode nos impor filhos pois ele não nos dá condições de criá-los, é a mulher que deve decidir sobre seu futuro e seu corpo. Nós, FEMINISTAS lutamospela transformação do quadro de saúde, lutamos pelo acesso gratuito e eficaz (num país onde a distribuição de renda é terrivelmente desigual e o salário mínimo não tem poder de compra, anticoncepcionais em geral são caros e tornam-se supérfluos em relação a comida, moradia, que são mais importantes e urgentes para a grande parte da população. Camisinhas distribuídas nos postos de saúde, muitas vezesquando testadas, apresentam ineficiência), a anticoncepcionais e ginecologistas de todas as mulheres e a melhoria das condições de vida para nós e para os filhos que desejamos ter, e deixamos claro que o aborto seria o último recurso para as mulheres que não conseguirem evitar a gravidez, como de fato já é, mas lutamos antes de tudo pela educação sexual (doenças, métodos anticoncepcionais...),pois ainda há muitas historinhas, "mitos" e ignorância por grande parte da população.

QUESTÃO MORAL: esta questão esbarra inevitavelmente nos credos de cada um e principalmente nos ensinamentos da Igreja Católica, mas questões de fé não são discutíveis, e não me sinto no direito de discutir este assunto com carolas e padres porque fé é fé, eu só gostaria de deixar claro que a Igreja dominou a...
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