O zen e a psicanálise

2373 palavras 10 páginas
O Zen e a Psicanálise: Qualquer semelhança é mera coincidência? Henrique Senhorini Durante o curso de formação em Psicanálise, estudando as técnicas, tive a sensação que alguns dos ensinamentos e advertências, contidos nesses artigos técnicos escritos por Freud entre 1900 a 1915, não eram totalmente estrangeiros para mim. Alguns desses ensinamentos pareciam-me até próximos e produziam um tipo de eco distorcido que eu não identificava. A única certeza era que esses não eram advindos dos estudos sobre a psicanálise. Porém, no decorrer no tempo, emergiu a lembrança de um livro que eu lera num passado não muito distante.
Tratava-se do livro A arte cavalheiresca do arqueiro Zen. Com o intuito de investigar e entender qual o motivo do chamando desse livro, fui lê-lo novamente, visto que agora me encontrava transitando numa nova ordem e isso poderia ser um facilitador de uma melhor apreensão de seu conteúdo.
Não mais para minha surpresa, o inconsciente novamente dava provas de sua existência e do seu saber.
Revirando as minhas prateleiras e baús, encontro o livro de Herrigel e logo inicio uma releitura da obra concomitante aos textos e artigos de Freud sobre as técnicas psicanalíticas.
Aprendi - e gostei - que ao se iniciar a leitura de um livro, seja ele qual for, faça-o pelo seu prefácio. Assim eu procedi e lá encontrei as seguintes informações: Eugen Herrigel nasceu em Lichtenau (Alemanha, ano de1885), seu contato com a arte Zen se deu entre os anos de 1924 e 1930, aproximadamente, e o surgimento do livro somente em 1948. Hoje, me interesso em saber sobre qual contexto sócio-histórico uma obra foi produzida e esta indicava ter sido contemporânea, ou quase, as de Freud e na mesma região da Europa. Coincidências?
Na introdução feita em 1953 por D.T. Suziki, descubro que a meta do arqueiro Zen não é apenas atingir o alvo, mas, o que se pretende é harmonizar o consciente com o inconsciente, pois, para ser um autêntico arqueiro, ter o domínio técnico é

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