O segredo dos olhos filosofia juridica

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Podem ser encontradas diversas reflexões filosóficas que aproveitam ao Direito, mesmo porque, partindo da ideia de que o fim do Direito é a Justiça e a Justiça (independente das elucubrações filosóficas feitas a seu respeito) é uma expectativa dos homens de todas as épocas, em todo, esse é um filme sobre justiça e a justiça não seria uma virtude pessoal apenas, que comece e termine no indivíduo, mas, ao contrário, ela se dirige às relações humanas em geral. A justiça entre dois indivíduos seria chamada de comutativa, a justiça entre o indivíduo e a sociedade seria a justiça legal, a justiça entre o Estado e o indivíduo é a justiça distributiva. Os personagens são investigadores, promotores, juízes, assassinos e vítimas. Há várias justiças retratadas nele: a justiça da promotora formal e correta que exerce sua carreira dentro dos rigores da legalidade; a justiça do investigador impetuoso que passa por cima das formalidades para alcançar resultados práticos, mas que no geral permanece fiel aos princípios do direito e a “justiça”, sumária dos caçadores de subversivos da ditadura argentina. No final do filme somos apresentados a uma quarta “justiça”: aquela que é feita pelo cidadão com as próprias mãos.
Outra paixão é a do viúvo por sua esposa assassinada. Passam-se os anos e o homem segue na luta por Justiça — na verdade, sedento por Justiça. Passa o tempo e o assassino não cumpre a pena. Isso se deve a inúmeras razões, especialmente aquelas que sempre acabam por definir o Estado, ainda no tempo das ditaduras, como inoperante, ineficaz e, sobretudo, injusto.
A paixão do viúvo leva à paixão por Justiça. Diante da injustiça, da ausência do Estado, o justo é fazer o assassino cumprir a pena – seja de qualquer maneira. O viúvo torna-se carcereiro e consegue, então, manter o assassino preso em uma cela, especialmente preparada, na fazenda onde reside.
Enfim, o condenado cumpre a sua pena — aqui, o silêncio é a tortura. A leitura é a seguinte: onde não autuou o Estado,

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