A Escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir

Páginas: 109 (27246 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2015
A ESCOLA COM
QUE SEMPRE SONHEI
SEM IMAGINAR QUE
PUDESSE EXISTIR
Rubem Alves

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Sumário

Prefácio – As lições de uma escola: Uma ponte para muito
longe...
Ademar Ferreira dos Santos
O pássaro no ombro
Fernando Alves
Koan
Quero uma escola retrógrada...
A Escola da Ponte (1)
A Escola da Ponte (2)
A Escola da Ponte (3)
A Escola da Ponte (4)
A Escola da Ponte (5)
Rubem Alves
O essencial não cabenas palavras
Escola da Ponte
A Escola da Ponte: Bem-me-quer, malmequer...
Pedro Barbas Albuquerque

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Escola dos sonhos existe há 25 anos em Portugal
José Pacheco
Trabalho cooperativo e mudança de atitudes profissionais na
escola do 1º ciclo do ensino básico
Centro de Formação Camilo Castelo Branco
Sobre o autor
Outros livros de Rubem Alves
Redes sociais

Prefácio
As lições de uma escola:Uma
ponte para muito longe...

Ademar Ferreira dos Santos

A todos aqueles que, num quarto de século, fizeram da Escola da Ponte aquilo que
ela é.
Aos membros atuais da equipe: Ana, Alzira, Arlete, Ester, Eugênia, Lúcia, Margarida, Palmira e Rosa.
Aos menos atuais: Álvaro, Carla, Fátima, Maria das Dores, Maria José, Maria José
Alves, Luísa, Zélia e Zé Pacheco.
Ao Paulo, à Rute e à Sílvia.
Nunca, pormais anos que viva, conseguirei dizer e significar o quanto vos devo –
como cidadão, como pai e como professor.

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Não cobiço nem disputo os teus olhos
não estou sequer à espera que me deixes ver através dos teus olhos
nem sei tampouco se quero ver o que veem e do modo como veem
os teus olhos
Nada do que possas ver me levará a ver e a pensar contigo
se eu não for capaz de aprender a verpelos meus olhos e a pensar
comigo
Não me digas como se caminha e por onde é o caminho
deixa-me simplesmente acompanhar-te quando eu quiser
Se o caminho dos teus passos estiver iluminado
pela mais cintilante das estrelas que espreitam as noites e os dias
mesmo que tu me percas e eu te perca
algures na caminhada certamente nos reencontraremos
Não me expliques como deverei ser
quando um dia ascircunstâncias quiserem que eu me encontre
no espaço e no tempo de condições que tu entendes e dominas
Semeia-te como és e oferece-te simplesmente à colheita de todas as
horas
Não me prendas as mãos
não faças delas instrumento dócil de inspirações que ainda não
vivi
Deixa-me arriscar o molde talvez incerto
deixa-me arriscar o barro talvez impróprio
na oficina onde ganham forma e paixão todos os sonhos queantecipam o futuro
E não me obrigues a ler os livros que eu ainda não adivinhei
nem queiras que eu saiba o que ainda não sou capaz de interrogar
Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da
descoberta

7/128

e com o silêncio (intimamente sábio) das tuas palavras e dos teus
gestos
ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida

Vemos para fora e vemos para dentro.Fora, vemos apenas o que
de efêmero se vai oferecendo ao horizonte dos nossos olhos. Dentro,
tendemos a ver o que não existe, frequentemente, o que desejaríamos
que existisse...
Mas, sendo embora aquele que, por inventar o que não existe,
antecipa e germina o futuro, o olhar para dentro seria um olhar completamente vazio de sentido se não dialogasse permanentemente
com tudo o que existe, foradele.
Nenhuma mudança se funda no nada, na negação da história ou
da realidade ou das suas aparências, por mais efêmeras que se apresentem aos nossos olhos, quando eles veem para fora. Todas as
utopias se reportam ao que existe e tudo o que existe aspira ao que
não existe. O que não existe precisa do que existe – como se fosse a
sua face mais oculta.
Daí que o olhar para dentro e o olhar para fora nãosejam olhares inimigos ou disjuntivos. São olhares que se veem também um
ao outro e que eroticamente se desejam, aspirando à comunhão. Olhar apenas para fora ou para dentro seria dolorosamente insuportável. Se tivéssemos apenas olhos para o que existe – não veríamos o que falta e cegaríamos para as utopias. Se víssemos apenas o
que não existe – regressaríamos rapidamente a uma imensa caverna
de...
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