Tratado de vestfalia

Páginas: 5 (1051 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
O Tratado de Vestfália
O texto “O Tratado de Vestfália”, tem como autor Adam Watson (10 de agosto de 1914 – 24 de agosto de 2007), um britânico, teórico e pesquisador nas Relações Internacionais. Foi um dos membros fundadores da English School of International Relations Theory e entrou para o Serviço Diplomático da Inglaterra em 1937, o que o qualifica para escrever sobre o assunto.
A paz deVestefália, originalmente escrito no ano de 1992, tem como ideia principal apresentar todo o processo decorrente na Europa até a assinatura do tratado, descrevendo-a antes e depois do mesmo. Durante o discorrer do texto, o autor deixa claro o contexto em qual a Europa se encontrava antes do tratado, a Guerra dos Trinta Anos, a qual foi encerrada justamente através do Acordo de Paz de Vestfália. Alémdisso, Watson enfoca como e quais foram as alianças entre os países protestantes para acabar com a hegemonia Habsburga.
O texto de Adam Watson é um dos capítulos de seu livro “A evolução da Sociedade Internacional”. O livro em si analisa como funcionam as sociedades internacionais e examina os sistemas dos Estados antigos até a sociedade internacional atual.
Sendo membro do Comitê Britânicopara a Teoria da Política Internacional, Watson sentiu-se motivado a elaborar uma reflexão alternativa sobre o conceito de sistema internacional. Conforme discorre sobre o assunto, o autor procura explicar o quanto o Tratado de Vestfália foi um momento crucial no surgimento do conceito de soberania dentro do sistema internacional.
A Paz de Vestfália possui uma grande importância nas relaçõesinternacionais, uma vez que consolidou os Estados na Europa, formando a ideologia da Razão de Estado e estabelecendo uma nova ordem do sistema internacional.
O texto é dividido em sete partes. Na primeira, Watson faz uma breve introdução sobre a Europa anterior ao tratado, que se encontrava sob o poder hegemônico dos Habsburgos, e a Europa posterior, que se tornou anti-hegemônica. CIta também amudança na interação dos Estados europeus , que resultou na necessecidade de construção uma nova sociedade internacional.
Na segunda divisão - Richelieu e a aliança anti-hegemônica - o autor descreve de forma mais aprofundada a forma de governo hegemônica dos Habsburgos, que incomodava a França, e as ações do político francês Richelieu para impedir o aumento do poder dessa dinastia austríaca sobrea Europa , coordenando e formando uma coalizão anti-hegemônica com outras nações e províncias européias, elaborando a "raison d'Etat", uma política que colocava os interesses do Estado acima de quaisquer outros interesses, e formando uma diplomacia concreta e eficaz.
Na terceira parte - A nova ordem de Vestfália - Adam Watson retrata a nova ordem em que se encontrava a Europa após a assinatura doacordo de Vestfália, que legitimou uma comunidade de Estados soberanos, instaurou um estatuto básico e abrangente de princípios políticos para todo o continente e reuniu em congressos as potências européias. Apesar do novo conceito de sistema internacional ser anti-hegemônico, os Estados acabaram classificados em uma certa hierarquia, divididos 3 classes: os Estados soberanos, os independentes naprática mas não juridicamente, e os Estados separados porém dependentes. Com essa hierarquia, novas idéias hegemônicas começaram a ressurgir, dessa vez na França.
No quarto item do texto - A hegemonia de Luís XIV - o autor apresenta os planos hegemônicos do rei da França, Luís XIV, que governou entre 1661 e 1714 e procurou aumentar a influência francesa sobre a Europa, tendo a vantagem depossuir um exército próprio e uma diplomacia consolidada, fatores herdados de Richelieu. Aponta também que apesar de o governo hegemônico francês ter sido menos opressivo que o dos Habsburgos austro-espanhóis, ainda assim outras nações europeias se sentiram ameaçadas com o novo sentimento de hegemonia vindo da França, que outrora havia combatido tal forma de poder, fazendo com que os Países Baixos se...
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