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Páginas: 7 (1562 palavras) Publicado: 22 de novembro de 2013
Plano de Aula: Teoria e Prática da Narrativa Jurídica

TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA
Título
Teoria e Prática da Narrativa Jurídica

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula
3

Tema
Narrativa jurídica simples e narrativa jurídica valorada.

Objetivos

O aluno deverá ser capaz de:
- Dis nguir a narra va jurídica simples da narra va jurídica valorada;
- Idenficar as caracterís cas que marcam esses dois  pos de narra va;
- Compreender a relação entre o  po de narra va e a peça processual produzida;
- Conhecer as principais caracterís

cas da narra

va jurídica.

Estrutura do Conteúdo

1. Algumas caracterís

cas da narra

va jurídica

1.1. Impessoalidade
1.2. Verbos no passado
1.3. Paragrafação
1.4. Elementos cons
1.5. Correta identu

vos da demanda (Quem quer? O quê? De quem? Por quê?)

ficação do fato gerador

2. Narra

va jurídica simples

3. Narra

va jurídica valorada

4. A construção de versões
Aplicação Prática Teórica

Como vimos anteriormente, a s peças processuais têm um denominador comum: precisam, em primeiro lugar, narrar os fatos importantes do caso concreto,
tendo em vista que oreconhecimento de um  direito passa pela análise do fato gerador do conflito e das circunstâncias em que ocorreu. Ainda assim, vale dizer
parcial, podendo ser tratada como simples ou valorada, a depender  da peça que se pretende redigir.
que essa narra va será imparcial ou
Pode-se entender, portanto, que valorizar ou não palavras e expressões merece atenção acurada, pois poderá influenciar na compreensão e persuasão do 
auditório. [1] Essa  valoração das informações depende dos mecanismos de controle social que influenciam a compreensão do fato jurídico.
cada operador do direito; sendo assim, o representante de uma parte envolvida  não poderá narrar os 
É preciso lembrar que são diferentes os obje vos defatos de um caso concreto com a mesma versão da parte contrária. Por conta disso, não se poderia dizer que todas as narra vas presentes
 no discurso jurídico são 
da intencionalidade de cada um.
idên cas no formato e no obje vo, visto que dependem

 
NARRATIVA SIMPLES DOS FATOS
É uma narra va sem compromisso de representar qualquer das partes. Deve apresentar
 todo e qualquer fato importante para a compreensão da lide, de forma 
imparcial.
Sugerimos iniciar por “trata-se de questão sobre...”

 NARRATIVA VALORADA DOS FATOS
É uma narra va marcada pelo compromisso de expor os fatos de acordo com
 a versão da parte que se representa em juízo. Por essa razão, apresenta o pedido
(pretensão da parte autora) e recorre a modalizadores.
Sugerimos iniciar por “Fulano ajuizou ação de ... em face de Beltrano, na qual pleiteia ... ”

 
Leia a narrativa que segue abaixo:ANDREAS ALBERT VON RICHTHOFEN moveu AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERANÇA em face de sua irmã SUZANE LOUISE VON RICHTHOFEN, por manifesta 
indignidade desta, pois teria ela, aos 31 de outubro de 2002, em companhia do seu namorado, Daniel  Cravinhos de Paula e Silva, e do irmão dele, Cris an 
Cravinhos de Paula e Silva, barbaramente executado seus pais, Manfred Albert Von Richthofen e Marísia Von Richthofen, vez que golpearam as ví mas 
até a morte. Com a inicial (fls. 02/07) vieram os documentos de fls. 08/59. Houve um pedido de desistência formulado pelo autor por motivo de foro
ín mo (fls. 71). Sobre este pedido o
 Ministério Público se manifestou pelo indeferimento (fls. 76), pois cabia ao tutor do então menor Andreas zelar pelos 
interesses do menor, que são indisponíveis. O pedido foi indeferido (fls. 78) e prosseguiu -se ademanda. Por  seu turno, a requerida interpôs recurso 
contra a decisão de fls. 78 e, posteriormente, interpôs recurso pela, exceção de incompetência, tendo o Tribunal de Jus ça negado provimento a ambos 
os pedidos (fls. 213/216 e 231/233). A requerida apresentou contestação às fls. 145/174 alegando, em síntese, que o real interesse do Autor, e de seus ...
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