Terceira parte de vigiar e punir

Páginas: 7 (1511 palavras) Publicado: 25 de agosto de 2014
Terceira parte de: Vigiar e Punir — Foucault
Por murilomz em fevereiro 28, 2013
Capítulo I: Os Corpos Dóceis
Desde o século XVI várias instituições disciplinam o corpo dos seus componentes, exércitos, monastérios, escolas, etc. A disciplina se baseia no detalhe: o soldado precisa programar seu corpo para atender a pompa honrosa de sua posição, o monge entende que através dos detalhes na suavida alcançará a santidade e por esses caminhos as mais diversas instituições exercem o poder político sobre o corpo dos seus componentes.
E sem dúvida, Foucault expõe, que nesse esmiuçamento da vida que nasce o homem humanista moderno.
A arte das distribuições
Fazer-se impor a disciplina requer, em primeiro lugar, a distribuição dos indivíduos no espaço. Delimitar um espaço heterogêneoterminado em si promove uma fácil vigia, pode-se prevenir às más condutas possíveis.
A arte de promover o enclausuramento é muito semelhante com uma religiosa e arquitetônica: a cela do monastério, onde a sós os monges podiam se encontrar com Deus (o sono é a imagem da morte, e a cela do sepulcro). Com esse método faz-se os lugares nos colégios, no quartel, cada indivíduo possui um lugar e um lugar umindivíduo, torna-se fácil, assim, a vigia, a punição e a recompensa.
A maneira como se distribui os indivíduos no espaço, de forma hierárquica é uma maneira muito eficaz e reguladora para a análise, como no colégio, que Foucault utiliza de exemplo, que separa os com piolhos dos sem piolhos, os aplicados dos atrasados e distância os bagunceiros. Até hoje, apesar denão ser o professor quem distribuios alunos nas carteiras, os alunos se distribuem segundo alguns critérios na classe (os que querem ou precisam focar sua atenção se sentam mais próximos do professor, os que querem se sentirem mais livres da observação do professor se sentam mais longe dele; mesmo que com a liberdade da escolha do lugar essa distribuição não seja extremamente certa ou clara existe algum critério para a escolha doslugares).
O controle da atividade
Fazer o controle do tempo de cada atividade e da sequência das atividades se tornou uma constante em instituições: hora de chegar, da primeira atividade, do intervalo… todo esse enquadramento se materializou na ordem da marcha dos militares, a sequência de gestos entre soldado-fuzil (homem-objeto) e até sobre a posição dos alunos em suas carteiras; assim nãohá perda de tempo que era comumente considerado entregue à Deus (imoralidade) e nem baixo rendimento (desperdício econômico).
A organização das gêneses
A utilização da hierarquia, da obrigação da disciplina e da troca de serviços geram a docilidade, no exército isso é perfeitamente explorado, Michel mostra: os militares devem (1) passar por estágios sucessivos de treinamentos, (2) dos maissimples aos mais complexos e (3) para passar para a próxima etapa devem atravessar uma avaliação, (4) assim fica bem definido o nível de cada indivíduo, que fica preso à sua posição e tarefa.
Essas características muito claras na escola e no quartel tem sua origem religiosa, primeiramente observadas no grupo Irmãos da Vida Comum, e servem para economizar o tempo, dispô-lo de forma útil e exercer podersobre os homens.
A composição de forças
Celular, pela repartição espacial construída por quadros como as carteiras; orgânica, pela repartição de atividades como as séries, provas e tarefas pré-programadas; genética, pela sucessão cronológica das tarefas a serem realizadas; e combinatória, pelo entrelaçar destas ultimas três em uma tática: estas são as quatro forças que compõem a dominaçãoinstitucional.
Se um militar entende a tática como um ramo da ciência da guerra, Foucault a entende como uma ciência singular, que rege o campo político, que promove a ordem interna. Se os filósofos e juristas do século XVIII procuravam uma sociedade pacífica e ordenada baseada no contato primitivo, no estado de natureza; os militares sonhavam uma sociedade pacífica baseada na coerção e no contato...
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