Rousseau

Páginas: 5 (1238 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014
 Jean-Jacques Rousseau foi um grande pensador e filósofo francês que viveu no século XVIII e escreveu a obra "Discurso sobre a origem da desigualdade", onde reflete sobre a origem do homem e das desigualdades. Nessa obra ele começa falando sobre o "homem natural", que caçava, pescava e as vezes se juntava com outros homens para se defender, no entanto ainda não vivia em sociedade nem tinhaganância ou maldade. Como ao seu ver a sociedade e o homem tendem sempre a evoluir (princípio da perfectibilidade), então o homem passou a construir moradias e a viver em família, mais tarde passou a viver em sociedade.
Foi ao passar do tempo em sociedade que surgiu os princípios de: propriedade (dividiu os homens em ricos e pobres), surgiram os governos (dividiu os homens em governantes e governados)e os estados despóticos (dividiu os homens em senhores e escravos).
Por isso as desigualdades sociais surgiram pelo ponto de vista de Rousseau, no entanto se seguirmos o seu princípio de perfectibilidade, a sociedade há de avançar com o passar do tempo para um estágio de igualdade e justiça.
Rousseau representa a passagem da Ilustração inglesa para a francesa. O enfoque de sua teoria deixa deser a formação do indivíduo, e se torna a formação da sociedade. Ao contrário de Hume, Rousseau não abandona terminantemente a razão. Discordando tanto de Hume como de Descartes, Rousseau propõe que as Ideias Gerais não dizem respeito nem ao conhecimento e nem a experiência, e sim ao estado natural (Razão Prática). No estado natural o homem é bom. Assim é preciso distinguir o homem como deveriaser (estado natural), do homem em que se transformou (evolução dos tempos devido a mudanças exteriores e ao progresso natural do homem). No estado de natureza não há desigualdade, esta foi construída socialmente, é produto do estado social. É preciso distinguir aquilo que está no homem como providência divina e o que foi constituído posteriormente (para Descartes, a natureza foi instituída pelavontade divina e, sendo a vontade divina imutável, a lei natural não se modifica). Rousseau apresenta o conteúdo da razão do homem natural (Razão Prática) bem como os desdobramentos que geraram a desigualdade social no seu “Discurso Sobre as Origens e Desigualdade entre os Homens”. O método aí utilizado é uma indução moral constituído por um rigor lógico e conclusões hipotéticas (já que o estadonatural talvez nunca tenha existido, tendo como fim encontrar o momento em que o direito à violência foi aceito e a natureza subordinada à lei, bem como o que levou a opressão de uns pelos outros.
Rousseau distingue dois tipos de desigualdade: a desigualdade natural ou física, por ser estabelecida pela natureza e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das desigualdadesdo espírito e da alma; a outra que se pode chamar de desigualdade moral ou política, por que depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida, ou pelo menos autorizada, pelo consentimento dos homens. A desigualdade moral são os privilégios de uns em detrimento dos outros, a obediência de uns para com os outros, sendo que não está essencialmente ligada com a desigualdade natural.
Rousseaudescreve o homem natural como fisiologicamente perfeito: satisfaz todas suas necessidade. Selecionado pela natureza, é robusto. Não necessita de instrumento (máquinas) e, tendo consciência de sua força, é audacioso e temido pelos animais. Além disso não possui muitas enfermidades, a natureza e a vida simples o faz sadio. Ao falar do homem natural no seu aspecto metafísico, Rousseau discorda dateoria cartesiana do espírito. Descartes divide o espírito (razão) em entendimento e vontade. Rousseau diz que todos animais é dotado de entendimento (ideias), posto que possuem sentidos (são capazes de combinar ideias). O entendimento do homem só difere do animal pela intensidade. Em relação a isso, ambos, os homens e os animais, são máquinas operadas pela natureza. Porém, enquanto os animais...
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