RESENHASenigmacapital

Páginas: 5 (1154 palavras) Publicado: 21 de julho de 2015


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA
















Vitoria da Conquista – Bahia
Agosto/ 2015


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA



Resenha: O enigma do capitalTrabalho apresentado à disciplina de Geografia Econômica , ministrada pelo professor Altemar Amaral Rocha, no Curso de Licenciatura em Geografia como requisito de avaliação parcial do III Semestre.







Vitoria da Conquista
Agosto/ 2015
 UESB -UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Curso : Geografia
Disciplina:GeografiaEconômica.
Discente: Joaquim Pereira dos Santos Jr
Docente: Altemar Amaral Rocha
Período :3º Semestre.

HARVEY, David. O Enigma do Capital: e as crises do capitalismo. Tradução de João Alexandre Peschanski. São Paulo, SP: Boitempo, 2011. 224p. 
Joaquim Pereira dos Santos Jr.
.  David Harvey, geógrafo britânico e professor de antropologia na City University of New York (Cony), através dasuas pesquisas coloca ao nosso alcance uma obra audaciosa, fruto de uma análise crítica e rigorosa sobre o modo pelo qual o capital se movimenta em busca do lucro, buscando superar todas as barreiras que aparecem em seu caminho e submetendo toda a estrutura da sociedade humana:política,economia,cultura, lazer,relações sociais à lógica da acumulação.Suas pesquisas também são focadas a partir doestudo das cidades,analisando as implicações econômicas,sobre a arquitetura e noções de espaço tempo.
Para David Harvey, o sistema de capital é orientado para a expansão e a acumulação. Sendo assim, a necessidade de as empresas capitalistas estarem sempre em busca de novos mercados,de produzirem novos serviços e tecnologias para serem transformados em novos produtos deconsumo,assim, redefinindo os espaços e formas de relação com a natureza, e também a relação social,criando novos valores culturais aliados ao consumo,visando ter melhor e mais eficiente controle do capital sobre a produção do valor. Dando resultado ao que ele chama de "compressão do tempo-espaço", isto é, um mundo onde o capital se move cada vez mais rápido e as distancias são compactadas (p. 131).
Emseus últimos trabalhos, entre eles A Condição Pós-Moderna (1992, Loyola);Harvey realiza um estudo sobre o fluxo do capital que, num processo de mundialização crescente, territorialização e desterritorialização, tenta superar as barreiras a sua própria acumulação.
A partir da discussão da crise econômica de 2008,Harvey demonstra que essa crise , assim como as antecessoras, é intrínsecae inerente ao modo de produção capitalista. "As crises financeiras servem para racionalizar as irracionalidades do capitalismo." (p. 18).Acontece, então, a uma análise das crises no curso da evolução do capitalismo, na tentativa bem sucedida de explicar o processo pelo qual o capital, através delas, realimenta, sempre com novos arranjos temporais e espaciais, sua expansão e acumulação.Ele sempreenfatiza que a taxa mínima de crescimento aceitável para uma economia capitalista saudável é de 3%/ano, isto é, com lucro para os capitalistas, segundo analistas econômicos.Sendo que está se tornando cada vez mais difícil sustentar essa taxa, o que leva às crises em função da ascensão do capital financeiro fictício. O autor afirma que, em 2009, um terço do equipamento de capital nos Estados Unidosestava parado, enquanto 17% da força de trabalho estavam desempregados ou parados (p. 175).
David Harvey coloca como centro de sua tese central,que o capitalismo consiste em um modo de produção voltado para a acumulação e o lucro, sendo, para tanto, necessária a sua continua expansão e inovação. "O capital não é uma coisa, mas um processo em que o dinheiro é perpetuamente enviado...
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