Pulsão

941 palavras 4 páginas
Freud – Além do Princípio do Prazer

Neste trabalho, o autor privilegia a descrição metapsicologia da mente onde, além do ponto de vista dinâmico e topográfico, apresenta uma visão econômica do funcionamento do aparelho psíquico. Freud analisa o princípio de prazer do ponto de vista econômico, correlacionando-o ao princípio de constância, cuja função é de manutenção da quantidade de energia a mais baixa possível - o prazer corresponderia a uma diminuição da quantidade de excitação (já o desprazer, a um aumento).
A partir da observação das brincadeiras de seu neto, dos sonhos das neuroses traumáticas e das transferências na análise (onde os pacientes repetiam na transferência os acontecimentos traumáticos da infância), Freud passa a questionar o papel desempenhado pelo princípio de prazer. Nestas situações nota a presença de uma compulsão à repetição de cenas que não representam prazer e que indicam que o princípio de prazer não rege todo o funcionamento mental.
Observando seu neto (um ano e meio de idade), percebe que este brinca com um carretel, fazendo com que desapareça e apareça. Ele analisa este jogo como uma simbolização da falta materna, em que a criança encenava a alternância entre ausência e presença da mãe. O jogo era acompanhado das verbalizações Fort (ir embora), quando o objeto se afastava e Da (ali), quando o mesmo aparecia.
Uma das coisas que chamou a atenção de Freud, diante do jogo, foi o ato da partida do objeto ser encenado com muito mais frequência do que o episódio do retorno, que seria, supostamente, mais prazeroso. O autor também analisa que o jogo mudaria a criança de posição: de um lugar passivo, passaria a ativo. Ao se deparar com os sonhos repetitivos de pacientes com neuroses traumáticas (e de guerras), Freud passa a questionar sua teoria dos sonhos, pela qual afirmava que todos os sonhos seriam uma realização de desejo. Ele analisa a função desses sonhos, que repetem cenas traumáticas, como dolorosas. Para ele, tais sonhos teriam

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