profissao docente

Páginas: 7 (1596 palavras) Publicado: 15 de fevereiro de 2015
a relação entre Estado e sociedade e o próprio sistema democrático. Ham e Hill
(1993) revisaram quatro corpos teóricos que analisam a relação entre Estado, sociedade e
formulação de políticas públicas. Eles indicam que há uma tendência dos teóricos em
enfatizar o papel da sociedade nesta relação, tendo o Estado um papel de coadjuvante no
processo.
As relações de interesse podem ser dequatro tipos: pluralista, elitista, corporativista
e marxista. A Teoria Pluralista reflete as concepções liberais clássicas sobre participação e
envolvimento dos cidadãos para se alcançar um estado democrático, principalmente por meio
de grupos de pressão para pleitear o atendimento a interesses específicos.
Estes grupos influenciam as políticas públicas à medida que as questões emergem dafase de elaboração de agenda à fase de implementação. Entende-se a participação de
diferentes grupos como essencial, com todos eles representados, entretanto, sem distribuição
homogênea de poder (HAM e HILL, 1993). De acordo com Lobato (2006), no pluralismo o
equilíbrio entre forças opostas garante uma sociedade livre, tanto no mercado econômico
quanto nas políticas públicas.
O Elitismose contrapõe ao pluralismo, enfatizando a concentração de poder e O Elitismo se contrapõe ao pluralismo, enfatizando a concentração de poder e
influência nas mãos de uma minoria. Os teóricos do elitismo ressaltam que a existência de
elites é necessária às sociedades, estabelecendo a diferença entre elite política e classe
política, sendo a primeira composta por aqueles que de fato exercemhistoricamente o poder
numa dada sociedade e a segunda composta pela elite política associada a elites de outras
esferas da vida social (HAM e HILL, 1993).
Conforme explicitado pelos autores, a questão do controle do poder pelas elites levar
à limitação da discussão a temas seguros. Para estes grupos pode servir como explicação para
a marginalidade de temas como ações afirmativas edesigualdade racial na construção da
agenda e na formulação de políticas públicas, pois o poder pode ser usado para orientar a
agenda política de forma a escamotear temas indigestos (idem).
Lobato (2006, p. 293) define o corporativismo como um
Sistema de intermediação de interesses entre Estado e sociedade civil, constituído
através de unidades funcionais, não-competitivas, reconhecidas oucriadas pelo
Estado, garantindo-lhes o monopólio de representatividade junto a suas respectivas
categorias, em troca de controle sobre a escolha de seus líderes e articulações de
demandas e apoio.Segundo a autora, a principal diferença do corporativismo em relação ao elitismo e
ao pluralismo é que o corporativismo reconhece o conflito como ineren te às relações políticas
e sociais e assimcomo o marxismo, aponta o embate entre as classes como origem destes
conflitos. Entretanto, o que difere o corporativismo do marxismo, é que os teóricos
corporativistas acreditam na possibilidade de superação dos conflitos (LOBATO, 2006).
Os teóricos marxistas, conforme já foi dito, apontam a luta entre classes como
origem dos conflitos políticos, ressaltando a concentração de poder em umaclasse específica;
eles relacionam diretamente o poder econômico ao poder político, sendo o Estado um
elemento de manutenção do poder de classes e de defesa de interesses da classe dominante
Estado, sendo este um instrumento de controle de conflitos entre as partes,
subordinando-as aos interesses nacionais num ambiente de concorrência e busca de
competitividade. O fundamento dessa visão estána idéia que os indivíduos e
categorias serão melhor representados através de federações, sindicatos ou outras
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instituições de classe, do que através de partidos políticos. As unidades de categorias
são reconhecidas pelo Estado como possuindo monopólio de representação
(podendo assim ser por ele controladas) e responsabilizadas por funções
administrativas em lugar do Estado. Na...
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