Preconceito linguistico capitulo iii

Páginas: 12 (2876 palavras) Publicado: 30 de maio de 2013
Sumario

Capítulo III 3
Então vale tudo?
Paranoia ortográfica
Subvertendo o preconceito linguístico 8
Referências bibliográficas 12

Preconceito Linguístico
Capítulo III – A desconstrução do preconceito linguístico
5. Então vale tudo?
Marcos Bagno em seu livro Preconceito Linguístico afirma que algumas pessoas dizem que sem uma noção de erro dará a entenderque, em termos de língua, vale tudo. Mas na verdade, para o autor, em termos de língua, tudo vale alguma coisa, mas isso depende de alguns fatores. Como por exemplo, vale falar gírias e palavrões. Porém, no lugar certo, no contexto adequado, com pessoas certas, e mesmo no lugar errado, no contexto errado e com pessoas erradas, se a intenção for de contrapor à ordem estabelecida.
De acordo com Bagno,usar a língua, tanto na fala, como na escrita, é encontrar o ponto de equilíbrio entre dois eixos: adequação e aceitabilidade.
Quando falamos, tendemos a nos adequar à situação de uso da língua em que nos encontramos: se é uma situação formal, devemos usar uma linguagem formal; se é uma situação descontraída, devemos usar uma linguagem descontraída.
O autor usa dois exemplos: o primeiro é deuma palestra num congresso científico, no qual o palestrante usa gírias e palavrões. A plateia dificilmente aceitará isso. É claro que se o objetivo do palestrante for chocar seus ouvintes, aquela linguagem será muito adequada. O segundo exemplo é de um agrônomo se dirigir a um lavrador analfabeto usando termos técnicos, isso é inadequado, a menos que a intenção seja que o outro realmente nãoentenda. Tudo vai depender do que é dito, onde, a quem, como, quando, por que e visando que efeito.
Segundo Bagno, a noção de “adequado” varia de pessoa para pessoa, de uma cultura para outra. Os compositores de rap e funk fazem questão de compor suas letras sem se preocupar se serão aceitas ou não pela sociedade, pelas “pessoas de bem” e pelas noções de “bom-gosto”. Isso, para eles, é mais do que“adequado”: é uma arma na luta deles contra os terríveis preconceitos sociais. Assim, “adequar-se” não significa satisfazer as expectativas das camadas dominantes, que ditam as regras e as normas, que querem impor o seu modo de vida e a sua visão de mundo ao resto da sociedade.
6. A paranoia ortográfica
Bagno já começa este tópico usando um exemplo: uma atitude habitual de um professor de português,ao receber um texto escrito por um aluno, é procurar imediatamente os “erros”. É uma preocupação com a forma, pouco importando com o que haja ali de conteúdo. O autor chama esse costume do professor de paranoia ortográfica: uma obsessão neurótica para que todas as palavras tragam o acento gráfico, que todos os Ç tenham sua cedilha e assim por diante. “Erro de português” diz respeito a merasincorreções ortográficas.
Para o autor, saber ortografia não tem nada a ver com saber a língua. São dois tipos diferentes de conhecimento. A ortografia não faz parte da gramática da língua. Como foi dito no Mito nº 6, muitas pessoas nascem, crescem, vivem e morrem sem jamais aprender a ler e escrever, sendo, no entanto, conhecedores perfeitos da gramática de sua língua.
No texto, Bagno diz que aortografia oficial é fruto de um ato institucional por parte do governo, e fica sujeita aos gostos pessoais ou às interpretações dos fenômenos linguísticos por parte dos filólogos que ajudam a estabelecê-la. Na virada do século XIX para o XX se escrevia ELLE; na primeira metade do século XX se escreveu ÊLE e agora, no século XXI, se escreve ELE.
Por isso, como já foi visto pelo autor anteriormente,a lei nos manda escrever HUMO ou HÚMUS, mas ÚMIDO e UMIDADE, embora sejam palavras da mesma família. Temos de escrever ESTRANHO e ESTRANGEIRO, com S, embora sejam palavras formadas com base no prefixo EXTRA, presente em EXTRAORDINÁRIO, EXTRAVAGANTE, EXTRAPOLAR, entre outros.
O adjetivo EXTENSO e o substantivo EXTENSÃO apresentam um X, mas o verbo ESTENDER se escreve com um S.
Para Bagno,...
Ler documento completo

Por favor, assinar para o acesso.

Estes textos também podem ser interessantes

  • Resumo preconceito linguistico capitulo iii
  • Capitulo 2
  • Resenha do livro: preconceito linguistico capitulo o que é como se faz.
  • resumo do capitulo 3 do livro preconceito linguistico
  • Resumo do primeiro capitulo do livro preconceito linguistico
  • Resumo do 1° e 2° capitulo do livro preconceito linguistico
  • Resumo do quarto capitulo do livro preconceito linguistico
  • Resumo capítulo I, livro: "Preconceito Linguístico"

Seja um membro do Trabalhos Feitos

CADASTRE-SE AGORA!