LUTO E MELANCOLIA

Páginas: 29 (7132 palavras) Publicado: 18 de agosto de 2015
LUTO E MELANCOLIA – XIV PÁG. 275 (1917[1915])
NOTA DO EDITOR INGLÊS – TRAUER UND MELANCOLIE
(a) EDIÇÕES ALEMÃS:
1917 Int. Z. Psychoanal., 4 (6) 288-301.
1918 S.K.S.N., 4, 356-77. (1922, 2ª ed.)
1924 G.S., 5, 535-53.
1924 Technik und Metapsychol., 257-75.
1931 Theoretische Schriften, 157-77.
1946 G.W., 10, 428-46.
(b) TRADUÇÃO INGLESA:
‘Mourning and Melancholia’
1925 C.P., 4, 152-70. (Trad. JoanRiviere.)


A presente tradução inglesa, embora baseada na de 1925, foi amplamente reescrita.
Como sabemos pelo Dr. Ernest Jones (1955, 367-8), Freud lhe expusera o tema do presente artigo em janeiro de 1914, e falou sobre ele perante a Sociedade Psicanalítica de Viena em 30 de dezembro daquele ano. Escreveu um primeiro rascunho do artigo em fevereiro de 1915, tendo-o submetido à apreciação deAbraham, que lhe enviou extensos comentários, entre os quais a importante sugestão de que havia uma ligação entre a melancolia e a fase oral do desenvolvimento libidinal (pág. 255). O rascunho final do artigo foi concluído em 4 de maio de 1915, mas, como o anterior, só foi publicado dois anos depois.
Bem no início (provavelmente em janeiro de 1895), Freud enviara a Fliess uma elaborada tentativa deexplicar a melancolia (sob cuja designação ele regularmente incluía o que agora em geral se descreve como estados de depressão) em termos puramente neurológicos (Freud, 1950a, Rascunho G).
Essa tentativa não se mostrou particularmente profícua, mas foi logo substituída por uma abordagem psicológica do assunto. Só dois anos depois encontramos um dos exemplos mais notáveis de previsão de Freud. Estaocorre num manuscrito, também endereçado a Fliess, e trazendo o título ‘Notas (III)’. Esse manuscrito, datado de 31 de maio de 1897, é incidentalmente aquele no qual Freud, pela primeira vez, antecipa o complexo de Édipo (Freud, 1950a, Rascunho N.). O trecho em questão, cujo significado é tão condensado a ponto de ser obscuro em certas passagens, merece ser citado na íntegra:
‘Os impulsos hostiscontra os pais (o desejo de que morram) são também um constituinte integrante das neuroses. Vêm à luz conscientemente como idéias obsessivas. Na paranóia, o que há de pior nos delírios de perseguição (desconfiança patológica de governantes e monarcas) corresponde a esses impulsos. São reprimidos quando a compaixão pelos pais é ativa — nas ocasiões de sua doença ou morte. Em tais ocasiões, é umamanifestação de luto recriminar-se a si próprio pela morte deles (o que se conhece como melancolia) ou punir-se a si mesmo de uma maneira histérica (por intermédio da idéia de retribuição) com os mesmos estados [de doença] que tenham tido. A identificação que ocorre aqui, como podemos ver, não passa de uma modalidade de pensar e não nos exime da necessidade de procurar o motivo.’
A aplicação àmelancolia da linha de pensamento delineada neste trecho parece ter sido deixada completamente de lado por Freud. Realmente, ele raramente tornou a mencionar essa condição antes do presente artigo, salvo algumas observações num debate sobre suicídio na Sociedade Psicanalítica de Viena em 1910 (Edição Standard Brasileira, Vol. XI, pág. 218, IMAGO Editora, 1970), quando ressaltou a importância de traçaruma comparação entre a melancolia e os estados normais de luto, declarando, contudo, que o problema psicológico em jogo ainda era insolúvel.
O que permitiu a Freud reabrir o assunto foi, naturalmente, a introdução dos conceitos de narcisismo e de ideal do ego. O presente artigo poderá, talvez, ser considerado como um prolongamento do trabalho sobre narcisismo que Freud escrevera um ano antes(1914c). Do mesmo modo que aquele artigo havia descrito as atividades do ‘agente crítico’ em casos de paranóia (ver acima, em [1] e segs.), este vê o mesmo agente em atuação na melancolia.
Mas as implicações desse artigo estavam destinadas a ser mais importantes do que a explanação do mecanismo de um estado patológico específico, embora essas implicações não se tornassem imediatamente óbvias. O...
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