luto e melancolia

Páginas: 8 (1851 palavras) Publicado: 4 de outubro de 2013
Freud tenta esclarecer a natureza da melancolia tomando como exemplo o sonho que para ele é uma amostra das desordens mentais narcisistas, `a semelhança de uma psicose e compara a mesma com o afeto normal do luto, sendo a melancolia um caso complexo até mesmo para a psiquiatria devido a infinidade de termos para definí-la, Freud é cauteloso em sua comparação.
Uma das características semelhantesentre luto e melancolia é que no luto há a perda de algo, e na melancolia também se perde alguma coisa, apesar de ser de ordem diferente, enquanto no luto houve a perda de um ente querido, na melancolia perde-se alguma coisa em algo ou em alguém, perde-se o ideal.
Apliquemos agora à melancolia o que aprendemos sobre o luto. Num conjunto de casos é evidente que a melancolia também pode constituirreação à perda de um objeto amado. Onde as causas excitantes se mostram diferentes, pode-se reconhecer que existe uma perda de natureza mais ideal. O objeto talvez não tenha realmente morrido, mas tenha sido perdido enquanto objeto de amor.. (Freud, 1915, p.06).
O luto é portanto, um processo natural e praticado pelas muitas culturas com rituais inúmeros e isso facilita o trabalho de luto nãosendo, então, uma patologia, como estamos meio maquinas, cronometrando tudo, somos impulsionados a agir e reagir como máquinas, muitas vezes nos descaracterizando como humanos.
Espera-se que o luto tenha um fim, não um fim especifico, pois cada sujeito tem seu tempo próprio, a tentativa de suprimir essa fase de luto seria até prejudicial.
Há algo na melancolia que não é encontrado no luto, omelancólico se auto envilece, se auto recrimina, no luto o eu se recolhe às suas lembranças e o mundo lhe parece pobre, na melancolia é o eu quem empobrece. Dependendo da estrutura do sujeito o luto poderá também desenvolver uma melancolia, cabe ao terapeuta observar essas diferenças no momento da entrevista com o paciente.
O que foi perdido com o objeto de amor? Quais as características, no luto,que podem ser consideradas como parte dos rituais de luto?
Prosseguindo com a discussão com base no texto luto e melancolia, Freud aponta três fases no luto, a primeira é o momento do conflito, onde há a tentativa de negar a morte, um segundo momento onde há um hiper-investimento de energia em cada objeto que pertenceu à pessoa falecida e por fim, para Freud o ego estaria livre para investirem outro objeto.
Normalmente, prevalece o respeito pela realidade, ainda que suas ordens não possam ser obedecidas de imediato. São executadas pouco a pouco, com grande dispêndio de tempo e energia catexial, prolongando-se psiquicamente, nesse meio tempo, a existência do objeto perdido. Cada uma das lembranças e expectativas isoladas através das quais a libido está vinculada ao objeto é evocada ehipercatexizada, e o desligamento da libido se realiza em relação a cada uma delas. .. (Freud, 1915, p.04).
Para Freud é na terceira fase do luto que o ego estará livre para investir em um outro objeto, se pensarmos o ego como construído a partir de cada investimento em objetos de amor a começar pela mãe, seria ligeiramente contraditório entender que o objeto poderia ser substituído uma vezque o ego ficaria livre com a perda de um objeto amado, por exemplo, com a dimensão do amor de uma mãe, seria nesse caso uma desestrutura, uma parte da constituição do eu seria perdida, não havendo a possibilidade de reposição, de substituição por outro objeto, no entanto, quando Freud diz que o objeto é substituído por outro até melhor, penso em um reparo feito a esta estrutura com maiorsolidez, onde a atenção será dobrada, até mesmo pela experiência passada que deixa um rastro de insegurança e incerteza a respeito do objeto.
Na poesia de Casemiro de Abreu, minha alma é triste, pode se pensar um processo de luto onde se estaria na terceira fase de luto, no entanto não foi encontrado ainda um objeto que superasse o prazer obtido com os objetos passados e só há uma expectativa de...
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