Locke, Rousseau, Montesquieu e Hobbes

4109 palavras 17 páginas
Questões:
1- Por que o “estado de natureza” de Locke não é um estado de licenciosidade? Na perspectiva lockiana, a propriedade é pré-contratual, um direito natural. A liberdade está definida dentro das leis da natureza e da sociedade pré-civil: os homens estão submetidos a Deus, às orientações e restrições importas pelas leis da natureza. Ou seja, essa é uma concepção de liberdade restrita. O homem só poderia se apropriar daquilo que fosse consumir e trabalhar; qualquer tentativa de se apoderar de mais seria injusta, pois ele estaria se apropriando de coisas que pertencem a outros. Um homem (no estado de natureza) ofende o direito natural e pode ser punido se se apossar de coisas demais e deixar que estraguem. Locke parece pensar na propriedade mais como bem comum do que como vantagens individuais, salientando que Deus deu o mundo à humanidade em comum e ordenou que o homem trabalhasse para aperfeiçoar a terra em benefício da vida.

2- Discorra sobre as diferenças e aproximações entre noção de estado de natureza de Locke e estado de guerra.
Diferentemente da doutrina aristotélica, segundo a qual a sociedade precede o individuo, Locke afirma ser a existência do individuo anterior ao surgimento da sociedade e do Estado. Para ele, os homens viviam originalmente num estagio pré-social e pré-politico, caracterizado pela mais perfeita liberdade e igualdade, denominado estado de natureza. Esse estado de natureza diferia do estado de guerra hobbesiano, baseado na insegurança e na violência, por ser um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado os homens já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade que, numa primeira acepção genérica utilizada por Locke, designava simultaneamente a vida, a liberdade e os bens como direitos naturais do ser humano.
O estado de natureza, relativamente pacifico, não estaria isento de inconvenientes, como a violação da propriedade (vida, liberdade e bens) que, na falta de lei estabelecida, de juiz imparcial e de

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