Immanuel Kant

Páginas: 8 (1822 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
A

RELAÇÃO

ÉTICA E

EM KANT
RUPTURA
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POLÍTICA
E

HEGEL:

INTEGRAÇÃO

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Henri d'Aviau de
PUC

J ' , •.;.'','ssui em si, suficientes
recursos para impedir o excesso de pobreza e a prtxJução da
plebe". Numa adição a este § 245, Hegel nota que "a importante questão de saber como podemos remediar a miséria tornou-se umaquestão que agita e atormenta particularmente as
sociedades mc)dernas".
Paradoxalmente, a única solução que a s i K i e d a d e civil parece
encontrar para superar esta fonte de conflitos sociais é a colonização. A dialética da crise e c o n ô m i c o - s t K i a l "empurra a sociedade civil em geral e , primeiro, tal sociedade determinada, a
buscar fora dela mesma consumidores, e assim o smeios de
subsistência necessários entre outros povos, que em relação a
ela s ã o atrasados n o que diz respeito aos meios que e l a possui
e m abundância, ou no que tem a ver com o espírito de
indústria"."

11, P F D ^ 246.

12 E
Paris,

wni, H.xr;r/

rftn,.

Tal sociedade determinada, no caso a Inglaterra, passa à política
de colonização, mas e m seguida, com a industrialização detodas
as nações, começa a luta pelo mercado mundial, tornando-se
uma b a s e de conflitos, c u j a violência faz reencontrar o desafio
da guerra. Evocamos aqui u m dos problemas que conduz E.
Weil a esta avaliação geral sobre o Estado hegeliano: " A reconciliação não é realizada e n t r e as nações, n à o é realizada n o
interior dos Estados, no interior como no exterior, o estado denatureza, o estado d e violência dominam, e o Estado nacional
e soberano é incapaz de resolver o s problemas da humanidade,
como n ã o consegue resolver o s problemas dos h o m e n s . O
Estado, que deve ser m a i s forte que a s c K Í e d a d e , ê m a i s fraco
que ela, o conceito não se impôs à representai^ão d o h o m e m , a
überdade nào venceu a necessidade".'-

p. ItKl.

Este julgamentobem incisivo nos convida a buscar a raiz dos
i m p a s s e s que se manifestam no cumprimento da vida ética na
essência oculta do político, especialmente na concepção do
sujeito e da subjetividade que lhe é subjacente.
Hegel d i z , no § 257 dos Princípios da Filosofia do Direito, que o
Estado é "a realidade efetiva da Idéia ética". O Estado seria
n u

assim a verdade final do sistema totalda subjetividade. De fato,
na nota ao parágrafo seguinte, precisando o que constitui a
diferença entre a sociedade civil e o Estado, Hegel escreve: "Se
confundirmos o Estado com a sociedade civil e lhe dermos por
destinação a tarefa de vigiar a segurança, de assegurar a proteção da propriedade particular e da liberdade pessoal, é o
interesse dos indivíduos como tal que é a mola final emvista da
qual eles se uniram. Decorre disso que se deixa ao arbítrio de
cada u m tornar-se membro do Estado. Mas o Estado tem uma
relação totalmente diferente com o indivíduo; dado que o Estado é espírito objetivo, o indivíduo só pode ter verdadeiramente uma existência objetiva e uma vida ética se for membro
do Estado. A linino como tal é a verdadeira meta e o verdadeiro
conteúdo, pois osindivíduos têm por destinação exercer uma
vida universal".''
-., •
Que a união como tal {àie Verchiigung ais sokhe) seja o verdadeiro
conteúdo do Estado, isso significa que o Estado é o cumprimento da relação, não a sua polícia e sua regulamentação. O
cumprimento da relação é a verdadeira subjetividade, e é assim
que a verdade da subjetividade nào é a individualidade — com
suas necessidades, seusinteresses e seus direitos —, mas a relação
entre as individualidades enquanto relação com o Espírito, e a
relação do Espírito consigo.
Mas, na problemática do Estado hegeliano, o monarca vai exercer u m papel decisivo para a realização da relação entre os
membros do Estado. No momento da elaboração do Sistema da
vida ética, o problema da relação entre os cidadãos devia ser
resolvido na...
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