Hugo munsterberg e o cinema

Páginas: 5 (1234 palavras) Publicado: 10 de junho de 2013
Hugo Munsterberg – cinema: uma arte da mente
Hugo Munsterberg, nome importante da psicologia no começo do século XX, um dos fundadores da Gestalt, também filósofo, diretor do departamento de filosofia em Harvard durante a era de William James e outros filósofos importantes, lança, em 1916, o livro The Photoplay: A Psychological Study. Seu livro, dividido em duas partes, apresenta uma psicologiado cinema e uma estética do cinema. Andrew o considera um marco, pois se apresenta não apenas como a primeira das teorias do cinema, como também a mais direta, uma vez que escrita sem precedentes de outros trabalhos teóricos.
Andrew (1989) comenta que o livro de Munsterberg começa com uma introdução histórica sobre o aparecimento do cinema e seus primeiros desenvolvimentos. Esta história docinema é dividida por Munsterberg no que ele chama de desenvolvimentos cinematográficos “externos” e “internos”, sendo os primeiros a história dos desenvolvimentos tecnológicos do cinema e, os segundos, a evolução do uso, pela sociedade, do veículo cinema. Esta história do cinema culmina com uma apologia à capacidade narrativa do cinema, uma vez que Munsterberg considera esta a verdadeira vocação docinema, a forma de sua realização plena, sua afinidade natural. Considerava, portanto, a realização dos filmes documentários como algo inferior ao filme narrativo.
Para Munsterberg, o cinema narrativo era o produto que alcançava e se realizava no verdadeiro domínio ao qual o cinema se dirigia: a mente humana. Pensando nas categorias delimitadas por Andrew (1989) para confrontar comparativamenteas posições dos diversos teóricos do cinema, se considerarmos a matéria-prima do cinema, aquilo a partir de que são feitos os filmes, os materiais utilizados pelos cineastas, para Munsterberg, trata-se do conjunto dos recursos da própria mente humana. Assim, para um espectador na sala escura, a experiência cinematográfica seria uma espécie de processamento (trabalho) mental a partir dos elementosoferecidos durante a projeção. O trabalho do cineasta, portanto, seria organizar de tal modo estes elementos que, considerando ainda que intuitivamente as leis da mente, esta pudesse fazer a sua parte e gerar assim o cinema. Desta maneira, é que o cinema era considerado uma “arte da mente”.
Munsterberg acreditava que a mente se organizava de forma hierárquica, vários níveis (inferiores esuperiores), cada um deles lidando com (e resolvendo) um determinado tipo de estímulo. Por exemplo, no primeiro destes níveis, a mente dá movimento ao mundo sensorial, ela confere movimento aos estímulos. Trata-se de uma visão ativa da mente, pois é ela que confere estes movimentos, ao contrário de uma visão passiva, oferecidos por outros teóricos que defendiam a percepção do movimento através de uma“retenção de estímulos visuais”.
Munsterberg explicou o fenômeno da percepção do movimento através daquilo que descreveu como o fenômeno-phi, que se traduzia no movimento ilusório de linhas, figuras, ou outros objetos mostrados numa rápida sucessão de posições diferentes, sem que na verdade qualquer movimento autêntico fosse apresentado à visão.
Para Munsterberg, o fenômeno-phi seria um dado, umacaracterística de um nível inferior da mente que, de forma ativa, organizaria os elementos apreendidos pela percepção oferecendo-nos assim o movimento. A tecnologia do cinema, por outro lado, teria sido desenvolvida intuitivamente simplesmente no sentido de aproveitar este “poder da mente” de transformar em fluxo contínuo de movimento imagens distintas, intermitentes, apresentadas em série. A partirdesta capacidade da mente, Munsterberg concebe todo o processo cinemático como um processo mental. A mente seria assim, a fonte do cineasta e a substância dos filmes.
Se desta forma se explicava a percepção do movimento, outras características do filme eram, para Munsterberg, resultado do funcionamento de outras propriedades da mente. Assim, imagens de primeiros planos e ângulos de câmera...
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