Getulio

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Para a professora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas, Dulce Pandolfi, uma das heranças do Estado Novo (1937-1945) é essa concepção da política do culto à personalidade, “em cima das pessoas, e não dos partidos”. Ela acredita que essa prática é extremamente negativa, porque enfraquece as instituições e leva o eleitor a votar pelo nome, e não pela organização.“Sou a favor do fortalecimento das instituições. Os partidos para a democracia são fundamentais. É preciso despersonalizar a política, votar em projetos (não em nomes de pessoas)”, explica.

Se hoje o marketing político é o trunfo do mercado eleitoral para a estratégia do convencimento público, na década de 30, Getúlio dava os primeiros passos para que isso se tornasse uma prática. A imagem do homem que impulsionou o desenvolvimento no país, criou a CSN, a CVRD, a Petrobras, rompeu o tempo contornada pelo simbolismo paternal, sem que isso fosse assim tão espontâneo.

Sua figura foi ‘ lapidada’ com a ajuda do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que tinha como ações promover a política estatal e, principalmente, Getúlio. Era uma espécie de agência de marketing pública. O órgão manteve longe a oposição, através do controle e opressão à liberdade de pensamento e expressão, e trabalhou forte para que Getúlio fosse eternizado como o ‘pai dos pobres’. Não há dúvida de que mitificar essa marca foi um grande case de sucesso da história.

“O DIP era o marketing da época, assim como o rádio e o jornal. A própria história de ter um retrato do presidente em cada repartição pública começou com Getúlio durante o Estado Novo. Essa concepção de que partidos representam apenas interesses pessoais, e não da nação, comungava com a sua ideia dele encarnar o Estado. Eram apenas ele e a população. Getúlio não precisava de intermediadores”, explicou o professor de História da UniRio, Vanderlei Vazelesk Ribeiro.

Mas é claro que, apesar da estratégia de

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