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Páginas: 6 (1375 palavras) Publicado: 22 de outubro de 2013
TEXTO PARA AS QUESTÕES 1 e 2:
As variedades linguísticas brasileiras são diversas à medida da extensão territorial do País. Considere o texto seguinte, que apresenta uma dessas variedades.

— Vancê já sabe, nha Lainha, que eu ‘tou na mente de lhe pedir; alguém já lhe havéra de ter contado.
Ela avermelhou toda:
— É: eu sube mesmo.
— Agora vancê me diga, p’r o seu mesmo dizer, si d’aquipor diante eu fico no direito de falar p’r’o seu véio no negócio, e também si já não é tempo de ir comprando a roupinha, a louça, a trastaria dûa casa.
— Isso ‘ta no seu querer.
— Mas vancê casa antão comigo de tuda a sua vontade, não tem nem um no pensamento?
— Não tenho, nho Vicente. Eu não incubro a ideia de casar c’o Réimundo, e ele também queria casar comigo. Agora, dêsque ele faltou c’apromessa, eu não tenho prisão por ninguém.

(Silveira , Valdomiro. Constância. In: Os caboclos: conto. Rio de Janeiro; Brasília: Civilização Brasileira; INL, 1975. Adaptado.)


1) (G1 - IFSP 2013) Assinale a interpretação correta de acordo com o texto. (0,2)
a) “Agora vancê me diga, p’r o seu mesmo dizer” – Vicente queria que Lainha repetisse para si mesma algo.
b) “Eu não incubro aideia de casar c’o Réimundo” – Lainha não esconderia de Vicente a intenção de Réimundo em tomá-la como esposa.
c) “não tem nem um no pensamento” – Lainha não pensava em ninguém melhor que Vicente para ser seu esposo.
d) “Agora, dêsque ele faltou c’a promessa” – Réimundo não fez a promessa que deveria ter feito a Lainha.
Xe) “eu não tenho prisão por ninguém.” – Lainha afirmou não tercompromisso com ninguém.
CORRETA.

2) (G1 - IFSP 2013 - Adaptada) Como pudemos notar, há, no texto, a tentativa de representação da língua cabocla. A seguir, apresentamos algumas palavras típicas dessa variedade linguística. Observe o contexto em que foram empregadas e reescreva-as em registro padrão, ou seja, apresente a grafia correta, conforme a norma culta. (0,4)
a) vancê: Voçê
b)véio: Velho
c) dêsque: Desde que
d) ‘tou: Tenho ESTOU
e) antão: Então
f) sube: Soube
g) c’o: Como o
h) incubro: Descubro ENCUBRO



TEXTO PARA A QUESTÃO 3:
AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vaidesmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a priminha.

O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: JoséOlympio, 1979.


3) (Enem - 2005) Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em: (0,2)
Xa) situações formais e informais.
b) diferentes regiões do país.
c) escolas literárias distintas.
d) textos técnicos e poéticos.
e) diferentes épocas.

CORRETA.
4) (Ufmg - 2012) Leia estes cartazes:



-Reescreva a frase apresentada em cada um desses cartazes, de modo a adequá-la às regras do português padrão. (0,6)
Já é meio –dia e meia(-) isto é pra mim fazer(-) pode? me deixar fora dessa!
Resposta da questão 4:

As frases deveriam ser substituídas, respectivamente, por:

“JÁ É MEIO-DIA E MEIA.”
“ISTO É PARA EU FAZER.”
“PODE ME EXCLUIR DESSA!”

JUSTIFICATIVA:
No segundo, opronome oblíquo “mim” deveria ser substituído por eu, pronome pessoal reto, sujeito do verbo “fazer”.
No terceiro, a expressão “incluir fora” gera uma contradição, pois “incluir” significa inserir e o advérbio “fora” apresenta noção de exclusão, o que poderia ser evitado com a sua substituição por pode me excluir dessa.

5) Nas frases que seguem, há palavras empregadas indevidamente em lugar...
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