Feyerabend e Ricouer

Páginas: 26 (6452 palavras) Publicado: 2 de novembro de 2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE DIREITO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO



ANA CONCEIÇÃO BARBUDA FERREIRA







Metodologia da pesquisa em direito

Fichamento 9:







FEYERABEND, Paul K. Contra o método. Cezar Augusto Mortari (Trad.). São Paulo: UNESP, 2007.

RICOEUR, Paul. O conflito das interpretações: ensaios de hermenêutica. Trad.: M. F. SáCorreia. Porto: Rés, 1989.

















SALVADOR

ATIVIDADES


Cumpre-nos registrar que o nosso objetivo nessa exposição se resumirá unicamente a apresentar um fichamento Paul K. Feyeranbend em sua obra Contra o método. (Cezar Augusto Mortari (Trad.). São Paulo: UNESP, 2007) e Paul Ricoeur, em O conflito das interpretações: ensaios de hermenêutica. (Trad.: M. F. SáCorreia. Porto: Rés, 1989).
Passemos, portanto, aos fichamentos, apontando os aspectos delineados na obra indicada que mais nos interessaram.


CONTRA O MÉTODO

Introdução

“A ciência é um empreendimento essencialmente anárquico: o anarquismo teórico é mais humanitário e mais apto a estimular o progresso do que suas alternativas que apregoam lei e ordem”. (p. 31)
“O ensaio a seguir eescrito com a convicção de que o anarquismo, ainda que talvez não seja a mais atraente filosofia política, e, com certeza, um excelente remédio para a epistemologia e para a filosofia da ciência.” (p. 31)
“A história esta cheia de "acidentes e conjunturas e curiosas justaposições de eventos" e demonstra-nos a "complexidade da mudança humana e o caráter imprevisível das conseqüências últimas dequalquer ato ou decisão dos homens". Devemos realmente acreditar que as regras ingênuas e simplórias que os metodólogos tomam como guia são capazes de explicar tal "labirinto de interações"? E não esta claro que a participação bem-sucedida em um processo dessa espécie só é possível para um oportunista impiedoso que não esteja ligado a nenhuma filosofia especifica e adote o procedimento, seja lá qual for,que pareça mais adequado para a ocasião? Essa é, com efeito, a conclusão a que tem chegado observadores inteligentes e ponderados.” (p. 31-32)
“Em uma analise mais detalhada, ate mesmo descobrimos que a ciência não conhece, de modo algum, "fatos nus", mas que todos os "fatos" de que tomamos conhecimento já são vistos de certo modo e são, portanto, essencialmente ideacionais. Se e assim, ahistoria da ciência será tão complexa, caótica, repleta de enganos e interessante quanto as idéias que encerra, e essas idéias serão tão complexas, caóticas, repletas de enganos e interessantes quanto a mente daqueles que as inventaram.” (p. 33)
“Inversamente, uma pequena lavagem cerebral fará muito no sentido de tornar a história da ciência mais tediosa, mais uniforme, mais "objetiva" e maisfacilmente acessível a tratamento por meio de regras estritas e imutáveis.” (p. 33-34)
“A educação cientifica tal como hoje a conhecemos tem precisamente esse objetivo. Simplifica a "ciência" pela simplificação de seus participantes: primeiro, define-se um campo de pesquisa. Esse campo e separado do restante da historia (a física, por exemplo, e separada da metafísica e da teologia) e recebe uma"lógica" própria. Um treinamento completo em tal "lógica" condiciona então aqueles que trabalham nesse campo; torna suas ações mais uniformes e também congela grandes porções do processo histórico. Fatos "estáveis" surgem e mantêm-se a despeito das vicissitudes da historia.” (p. 34)
“É possível, assim, criar uma tradição que e mantida coesa por regras estritas e, ate certo ponto, que também ebem-sucedida. Mas será que e desejável dar apoio a tal tradição a ponto de excluir tudo o mais? Devemos ceder-lhe os direitos exclusivos de negociar com o conhecimento, de modo que qualquer resultado obtido por outros métodos seja imediatamente rejeitado? E será que os cientistas invariavelmente permaneceram nos limites das tradições que definiram dessa maneira estreita? São essas as perguntas que...
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