Estetica E Cultura De Massa I

Páginas: 6 (1373 palavras) Publicado: 22 de abril de 2015
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E SUAS TECNOLÓGIAS – FACITEC









A ESTÉTICA TEXTUAL DA NARRATIVA JORNALÍSTICA: Ferramentas úteis à humanização do discurso jornalístico contemporâneo
















O resumo se refere ao artigo apresentado em evento do XIII Congresso de Ciências da Comunicação na região Sudeste, de 7 a 10 de maio de 2008, pelo então mestrando do curso de Comunicação Socialpela Universidade Metodista de São Paulo, André Giulliano Mazini, O objetivo foi identificar e estudar ferramentas estético-narrativas que contribuam para a humanização da narrativa jornalística.

O texto afirma que o jornalismo corre o risco de se tornar frio e superficial em relação aos conflitos humanos, e isso se deve a fatores como:

Fluxo de informações cada vez maior e mais rápido, o queprejudica ainda mais os veículos impressos, já que o leitor precisaria dedicar mais tempo à leitura e compreensão das mensagens (facilitadas pelos meios audiovisuais);
À padronização (por meio do lead e pirâmide invertida) que envolve todas as etapas da produção da notícia: técnica, ética e estética, e que seria fundamental para se chegar à objetividade;
E consequentemente, o descarte de práticas ouferramentas que levem à subjetivação das matérias.

Sendo assim, os milhares de jornalistas formados anualmente, e a boa parte deles inserida no mercado de trabalho (focas, no jargão jornalístico), deixam as salas de aula tendo aprendido que as diretrizes que regem o jornalismo contemporâneo são a objetividade e a imparcialidade; que sua função de transmitir a verdade dos fatos se dá por padrõestextuais preestabelecidos, e que recolher os fatos, entrevistar algumas fontes e escrever o texto usando o lead no primeiro parágrafo, são o suficiente para a construção de uma boa matéria.

A frieza citada no texto se refere ao fato de ser “no quê”, nos acontecimentos, e não “em quem”, que seriam os indivíduos protagonistas, afinal, agir deste modo seria ser subjetivo. E cita, como exemplo, osmanuais de redação, que moldam as construções textuais e, mais que orientar, impõe que na prática estético-jornalística atual não cabem recursos literários. As informações devem seguir a ordem padrão de disposição nos textos, informando ao leitor, de início, sobre os fatos mais importantes e que mais lhe interessam. Elementos empregados na escrita literária seriam, portanto, prejudiciais eameaçadores à objetividade.

O papel do jornalista seria de um mediador neutro que de forma isenta transmite um retrato da realidade, sem interferência. Devido à padronização, ele não poderia mediar conflitos sociais, o que impede um entendimento mais profundo por parte do leitor, do que é informado; os indivíduos, os personagens, seriam apresentados como protagonistas. Tendo desejos, medos e outrossentimentos expostos, e criando assim, empatia com os leitores.

Mas antes de jornalistas, existem ali homens e mulheres, com histórias, vivências, posições e opiniões próprias, e filtros ideológicos, culturais, religiosos, que os influenciam quando na construção de uma matéria. O ideal seria compreender que os lados objetivos e subjetivos se completam e não se anulam no momento de mediar àsinformações.

O artigo propõe a inter-relação entre o jornalismo e a literatura, que convivam de maneira fértil, tendo como ferramentas a descrição e o diálogo. Para romper com as regras tradicionais e caminhar para a (re) humanização do jornalismo no século XXI, é necessário que o ser humano seja colado em lugar de destaque na produção jornalística. O jornalista, por sua vez, precisa absorver e compreenderbem a realidade à sua volta para acrescentar vida à matéria e compartilhar com sucesso à informação, estar sensível às dores universais para construir narrativas das ações humanas.

Essa busca pela humanização passa pelo conceito de estética no jornalismo e na literatura. Nesta, a estética está na estrutura, forma de construção e disposição do texto, recursos e variedades estilísticos. No...
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