Eles não são empregados, são pessoas

Páginas: 7 (1614 palavras) Publicado: 11 de junho de 2011
Eles não são empregados, são pessoas
Duas tendências estão mudando rapidamente a forma como as empresas administram talentos. E elas podem representar uma grande ameaça à sua maior vantagem competitiva.
Duas mudanças extraordinárias vêm ocorrendo no mundo dos negócios sem que a maioria de nós tenha prestado muita atenção. Em primeiro lugar, um número espantoso de pessoas que trabalham paraempresas não são mais empregados tradicionais dessas organizações. E, em segundo lugar, um número cada vez maior de empresas está terceirizando suas relações de emprego. Elas não administram mais os principais aspectos de suas relações com as pessoas que são, formalmente, seus funcionários. Essas tendências não devem se reverter tão cedo. Na verdade, provavelmente vão se acelerar. E estão ocorrendopor alguns bons motivos, como veremos.

Dito isso, a atenuação das relações entre as pessoas e as organizações para as quais trabalham representa um grave perigo para os negócios. Uma coisa é uma empresa aproveitar um talento free lance por um bom tempo ou terceirizar os aspectos mais enfadonhos da administração de recursos humanos. Algo muito diferente é esquecer, nesse processo, que desenvolvertalentos é a tarefa mais importante -- o sine qua non da competição numa economia do conhecimento. Se, ao se desvencilhar das relações com os empregados, as organizações também perderem sua capacidade de desenvolver pessoas, elas terão feito, sem dúvida, um pacto com o diabo.

Todos os dias úteis, um dos maiores empregadores privados do mundo, a empresa suíça Adecco, coloca cerca de 700 000cadastrados em funções administrativas, industriais e técnicas, temporárias ou integrais, em negócios espalhados pelo mundo -- desses, talvez cerca de 250 000 sejam alocados nos Estados Unidos. A Adecco é a gigante da indústria de trabalho temporário, mas detém apenas uma pequena parte de um mercado global totalmente fragmentado. Apenas nos Estados Unidos, há milhares de companhias como ela quefornecem, juntas, cerca de 2,5 milhões de trabalhadores todos os dias. Em todo o mundo, pelo menos 8 milhões de trabalhadores temporários (se não forem 10 milhões) são disponibilizados a cada dia. E 70% de todos os temporários trabalham em período integral.

Quando começou, há cerca de 50 anos, a indústria do trabalho temporário fornecia funcionários administrativos de baixo escalão para ocupar oposto de escriturários, recepcionistas, telefonistas e estenógrafos que estivessem doentes ou de férias. Hoje em dia, há fornecedores de trabalho temporário para qualquer tipo de cargo, do mais baixo ao executivo-chefe. Uma empresa, por exemplo, fornece gerentes industriais capazes de chefiar fábricas novas desde a sua concepção até que as instalações estejam em produção plena.

Em umdesdobramento relacionado a essa tendência, a Organização de Empregados Profissionais (OEP) foi o serviço empresarial que mais rapidamente cresceu nos Estados Unidos na década de 90. Esse tipo de empresa gerencia os funcionários dos seus clientes, bem como suas relações de emprego -- ou seja, as tarefas administrativas típicas de RH, associadas à gerência de pessoas. Há apenas dez anos, as OEPs erampraticamente desconhecidas, mas por volta de 2000 tornaram-se as "co-empregadoras" de 2,5 milhões a 3 milhões de trabalhadores americanos de baixo e alto escalão. Há, hoje, pelo menos 1 800 dessas organizações.

As OEPs, assim como as agências de trabalho temporário, expandiram enormemente sua atuação nos últimos anos. As primeiras, criadas no fim dos anos 80, ofereciam serviços de contabilidade aseus clientes, especialmente folha de pagamentos. Hoje, as OEPs podem cuidar de quase todas as tarefas envolvidas em gerência e relações empregatícias: manutenção de registros e conformidade a normas legais, contratações, treinamento, colocações, promoções, demissões e cortes, planos de aposentadoria e pagamento de pensões. No início, as OEPs restringiam-se a cuidar de relações empregatícias em...
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