Correntes Filosoficas Na Surdez

Páginas: 15 (3723 palavras) Publicado: 5 de junho de 2015
UM BREVE HISTÓRICO DAS CORRENTES FILOSÓFICAS DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS: CONTRIBUIÇÕES E LIMITAÇÕES


Larissa Cristiane Gomes Zentil
Curso de Pedagogia - UNICENTRO
Orientadora: Profª. Denielli Kendrick
4. Correntes filosóficas da educação de surdos


As alternativas metodológicas e pedagógicas utilizadas na educação dos surdos devem considerar a peculiaridade desse sujeito. O surdo se apropria domundo visualmente e tem uma maneira particular de se relacionar com seus pares. A partir disso, é possível analisarmos as correntes filosóficas que envolvem a educação de surdos, pois cada uma, de maneira diferente objetiva proporcionar uma educação ao surdo que lhe garanta um bom desenvolvimento acadêmico, cognitivo e lhe permita maior integração social.

4.1 Oralismo

Traçando uma linha dotempo é possível destacar o Oralismo como uma das mais antigas filosofias aplicadas na educação de surdos, vem desde o século XVIII. Tem grande expressividade e predominância a partir do Congresso de Milão, supracitado. Essa filosofia aponta que a linguagem falada e a escrita são prioritárias como forma de comunicação para surdos.
De acordo com Sá (1999) o Oralismo tem por objetivo capacitar àpessoa surda a utilizar a língua oral, como única possibilidade linguística. Utiliza metodologias para reeducar auditivamente à criança pela amplificação de sons, juntamente com técnicas específicas de oralidade. Acredita que a língua na modalidade oral é meio e fim dos processos educacionais e de integração social. Segundo Capovilla (2004, p.22-23), “objetiva levar o surdo a falar e a desenvolvercompetência linguística oral, o que lhe permitiria desenvolver-se emocional, social e cognitivamente, do modo mais normal possível, integrando-se como um membro produtivo ao mundo dos ouvintes”. Esta filosofia exige que o surdo se adapte ao mundo ouvinte, que se comporte como ouvinte e que rejeite a surdez como um fator de diferença social. Busca normalizá-lo, e tal anormalidade deve ser resolvidadentro da escola. Essa aparência normal que se tentou dar ao surdo é denominada por Skliar (1998, p. 30) de representações dominantes, hegemônicas e ouvintistas, onde os ouvintes impõem suas considerações sobre os surdos.
O Oralismo, segundo Fernandes (1989) se mostra limitado, o que ocasionou o seu insucesso pedagógico, pois a maior parte dos surdos profundos não desenvolve uma fala satisfatória eapresentam dificuldades na leitura e na escrita, sendo parcialmente alfabetizados. Como ressalta Capovilla (2004, p. 23), “apesar das intenções de integração, não se pode dizer que o método oralista tenha tido sucesso em atingir seus objetivos, quer em termos de desenvolvimento da fala, quer em termos de leitura e escrita”. Muitos autores fazem duras críticas ao Oralismo, devido verificarem que nagrande maioria as crianças surdas profundas utilizam uma linguagem artificial e encontram muitas dificuldades em reconhecer a leitura labial. Sendo considerado uma imposição social de uma maioria linguística – os ouvintes, sobre uma minoria – os surdos.
SKLIAR (1998) salienta dizendo:


“O que fracassou na educação dos surdos foram as representações ouvintistas acerca do que é o sujeitosurdo, quais são seus direitos linguísticos e de cidadania, quais são as teorias de aprendizagem que refletem as condições cognitivas dos surdos, quais as epistemologias do professor ouvinte na sua aproximação como os alunos surdos, quais são os mecanismos de participação das comunidades surdas no processo educativo”. (p. 21)


4.2 Comunicação total


Na década de 60, surgiram estudos sobre aslínguas de sinais usadas pelas comunidades surdas, pois apesar da proibição dos oralistas que acreditavam que a língua de sinais era mera mímica e pantomima, os surdos dentro das instituições escolares utilizavam de modo informal e secreto sinais para se comunicarem. Com isso, nos anos 70 iniciou a Comunicação Total, como uma nova filosofia educacional para surdos com o intuito de superar limitações...
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