Conto Brega

Páginas: 6 (1440 palavras) Publicado: 19 de julho de 2015
Conto Brega
Maria Rita de Oliveira Ferreira – Logística 2M
Eu pensei que voltaria
“Eu pensei que voltaria
Para ver meu bem um dia
Mas o destino cruel
Levou meu amor pro céu.”
(Carlos Alexandre)

Já estava a anoitecer quando olhei pela janela do meu escritório e me deparei com tamanha tempestade que corria nas ruas de Natal. Uma chuva tão forte que parecia querer lavar a dor e o amor de todo omundo. Logo percebi que tinha deixado uma janela aberta. Droga – pensei. Fui até lá para fechá-la quando tudo se apagou nesse exato instante. Uma escuridão tomou conta de todo o cômodo. Um pavor se espalhou pelo meu corpo rapidamente. Detesto escuridão! Aliás, detesto tudo que me faz perder o rumo.
Comecei a vasculhar algumas gavetas à procura de fósforo e velas ou alguma lanterna. Qualquercoisa que pudesse me ajudar naquele momento. A chuva continuava cada vez mais forte, e a minha janela permanecia aberta, o que permitia que uma boa parte do meu apartamento ficasse molhada. Me deparei com inúmeros papéis mas não dava pra ver muito bem do que se tratavam. Continuei a procura pelas velas e, quando finalmente as encontrei, um clarão tomou conta de todo o ambiente. Meus olhos levaram umtempo para se acostumar. A energia elétrica tinha voltado.
Ao olhar com calma para os papéis que lancei sobre a mesa, pude notar que se tratava de cartas. Eu não lembrava de quem eram, então fui levado após uma súbita curiosidade de abrir e ler o que me diziam aquelas letras tão bem desenhadas e que não me eram estranhas. Para minha surpresa, eram cartas de amor. Ao puxar um pouco pela minhamemória, lembrei logo que se tratava de um grande amor que deixei para trás e que marcou para sempre a minha vida. Decidi deixar pra lá. Afinal, já se passaram tantos anos e ela se quer lembrou de mim. Eu já a tinha esquecido, mas isso não permitiu a mim encontrar um novo amor. Aquelas cartas me deixaram intrigado, com uma certa saudade e um pouco de medo. Medo de que um amor tão antigo pudesseressurgir em tão poucos minutos.
Acordei cedo na manhã seguinte e pude notar que a chuva já havia cessado. Peguei meu telefone e respondi as mensagens que foram deixadas enquanto eu dormia. Algumas sobre o trabalho da semana que vem, outras de alguns amigos me convidando pra uma festa sábado à noite e tinha até uma do meu chefe me elogiando pelo relatório entregue. Passei o café todo pensando nascartas, e ainda mais, pelo que li nelas. Textos de um amor eterno que acabou e promessas que foram desfeitas por um destino que ousou separar a gente. Eu não sabia porque estava pesando em Esther, mas me peguei com uma enorme vontade de saber como ela estava e se já tinha achado alguém depois de tantos anos. Mas eu não tinha nenhum contato dela. Como poderíamos nos comunicar. Logo estava juntandoalgumas mudas de roupas dentro de uma bolsa, um dinheiro que tinha separado para a reforma do banheiro e as cartas que estavam me levando àquela loucura.
Entrei no carro. Ainda com sono e tentando digerir meu café da manhã. O sol brilhava como nunca. No banco de trás estava minha mochila e as cartas. Enquanto dirigia, torcia pra que ela continuasse morando no mesmo endereço e na mesma cidade há280 km dali. Eu sabia que a possibilidade de encontrá-la era nenhuma, mas estava no meu dia de folga e pretendia mesmo fazer um viagem. Segui caminho ao encontro de Esther e tentava me lembrar dela. Ela era alta, com olhos excessivamente verdes, como uma ardósia, a pele era branca e macia feito o mais puro algodão, me perdia em seus cabelos longos e negros, os quais ela tinha sempre a mania deprender em um coque ao alto da cabeça. E assim foi durante todo o percurso. O pensamento em Esther me deixava acordado e com forças para continuar.
Após cinco horas de viagem, algumas paradas em postos de gasolina para um lanche rápido e ir ao banheiro, continue na estrada enquanto a noite não chegava. Enfim, cheguei a cidade de Esther e, por sorte, ainda peguei o pôr-do-sol, lindo como só ele...
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