Coiso Maias

Páginas: 6 (1453 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014
Resumo do capítulo I d'Os Maias

Os Maias eram uma antiga família da Beira, que acabou por ficar reduzida ao avô, Afonso da Maia, e ao neto, Carlos Eduardo.
No outono de 1875, Carlos da Maia e o avô, Afonso da Maia, vieram instalar-se na sua casa de Lisboa, conhecida pelo nome de “ Ramalhete “.
A casa do Ramalhete estava abandonada, desde que a família se tinha retirado para a quinta desanta Olávia, nas margens do Douro.
 O procurador da família enumerou a Afonso da Maia os inconvenientes da decisão de se dar habitabilidade ao Ramalhete, pois a casa precisava de muitas obras, tinha apenas um quintal no lugar de um jardim e, além disso, havia uma lenda segundo a qual eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete (indício de fatalidade). No entanto, Afonso da Maia manteve-sefirme na sua decisão.
Carlos, que era um rapaz de gosto e de luxo, entregou a reconstrução do Ramalhete a um arquitecto e decorador inglês e da casa antiga só restou a sua fachada, por imposição de Afonso.
Terminada a reconstrução, a casa manteve-se fechada, enquanto Carlos fez uma longa viagem pela Europa, após ter terminado o curso de medicina em Coimbra, e foi na véspera da chegada do neto queAfonso se veio também instalar no Ramalhete, deixando a casa da quinta de santa Olávia. Carlos alimentava projetos de exercer a sua carreira e o avô queria estar perto dele.
Afonso gostava do Ramalhete e do próprio bairro onde a casa se situava, embora lhe desagradasse o facto de os prédios construídos em redor terem ocultado quase completamente a paisagem que se vislumbrava do terraço,tendo-lhe restado apenas uma “ pequena tela marinha “ com o rio e os seus barcos entre dois prédios de cinco andares.
O terraço comunicava com o escritório de Afonso, onde Carlos tinha preparado especialmente um recanto ao avô, ao lado do fogão.
De santa Olávia, Afonso mantinha a saudade das suas ricas águas, que o tinham mantido robusto até à velhice.
Carlos via o avô como um Afonso de Albuquerque, “um varão esforçado das idades heróicas “, embora Afonso se considerasse apenas “ um antepassado bonacheirão que amava os seus livros, o aconchego da sua poltrona, o seu whist ao canto do fogão “. Por sua vez, o procurador Vilaça via-o como um patriarca, quando o vinha encontrar ao canto da chaminé, com o seu livro na mão e o seu velho gato aos pés, o “ Reverendo Bonifácio “.
 No passado, Afonsotinha sido um rebelde jacobino, ou seja, um liberal, admirador da “ Enciclopédia “, de Rousseau, Volney e Helvécio, o que chocou o seu pai, Caetano da Maia, um português dos antigos, que, sentindo-se desonrado com as ideias liberais do seu filho, o expulsou de casa, desterrando-o para a sua quinta de santa Olávia.
 Após alguns meses de desterro em santa Olávia, Afonso, saturado do ambiente demarasmo da quinta, voltou, aparentemente arrependido, a pedir ao pai que o deixasse ir para Inglaterra.
Em contacto com o luxo inglês, Afonso depressa esqueceu as suas ideias revolucionárias e só regressou a Lisboa quando o seu pai morreu. Nessa altura conheceu D. Maria Eduarda Runa, com quem veio a casar-se e de quem teve um filho.
A família Maia vivia num palacete, em Benfica, mas Afonso viviadesgostoso com a política miguelista, alimentando saudades de Inglaterra e da sua requintada aristocracia.
 A ideologia política de Afonso tornou-se conhecida e um dia a sua casa foi invadida e revistada pela polícia, que procurou, em vão, papéis e armas, que esperava encontrar escondidos.
 Depois das buscas efetuadas pela polícia, a família Maia não abriu mais as portas do seu palacete e partiupara Inglaterra, tendo-se instalado com luxo, nos arredores de Londres.
A família Maia vivia rodeada de conforto, mas Eduarda Runa definhava em Londres, com saudades do seu país, pois não apreciava o clima de Inglaterra nem o seu protestantismo.
Odiando tudo o que era inglês, Eduarda Runa também não aceitara que Pedro estudasse num colégio inglês, tendo mandado ir de Lisboa o padre Vasques para...
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