caso de anna. o

Páginas: 7 (1727 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
Caso de Anna O.
Anna O. adoeceu aos 21 anos no ano de 1880. Era portadora de uma hereditariedade neuropática grave. Seus pais não tinham nenhum sinal de psicose, porem algumas ocorreram em seus parentes mais distantes. Até então, desde a época de seu crescimento, Anna não apresentou nenhum sinal de doença, sempre foi saudável. Era uma pessoa extremamente inteligente,possuía grandes dotes poéticos e imaginativos e a solidariedade era um de seus traços essenciais, pois mesmo durante sua doença foi capaz de cuidar de muitas pessoas pobres e enfermas. Seu estado de espirito sempre foi um tanto exagerado. Ora na alegria, ora na tristeza. Anna não tinha noção alguma de sexualidade, nunca beijou, ou se apaixonou por alguém. Levava uma vida monótona, e embelezava-se noque chamava de seu “teatro particular”, onde entregava-se a devaneios sistemáticos, imaginando-se em contos de fadas. E foram esses tais devaneios que influenciaram fortemente sua doença. Eles transformaram-se gradativamente em doença e ocorreu em fases separadas:
a) Incubação latente. Fase da doença completamente acessível, pois trouxe um interesse patológico para o caso
b) A doença manifesta.Psicose de natureza peculiar, com parafasia, estrabismo convergente, graves perturbações da visão, paralisias. E Redução gradual da contratura nas extremidades da mão direita
c) Período de sonambulismo persistente até dezembro de 1881.
d) Cessação gradual dos estados e sintomas patológicos até junho de 1882.
Em julho de 1880, o pai de Anna, a quem ela tinha um afeto enorme adoeceu de umabcesso peuripletico e morreu em abril de 1881. Anna juntou todas as suas forças para cuidar do pai doente, porem pouco a pouco sua saúde foi se deteriorando, entrou em um estado de debilidade, anemia e aversão que foi agravando-se cada vez mais. Consequentemente surgiu uma tosse (Tossis Nervosa) que foi o suficiente para não permitirem que continuasse a cuidar do pai doente.
No início de dezembro,Anna apresentou um estrabismo convergente e em 11 de dezembro caiu definitivamente de cama, permanecendo assim até 1º de abril. Surgiu uma serie de perturbações graves. E foi a partir daí que a paciente começou a ser tratada. Ela apresentava dois estados de consciência, em um estado aparentava estar normal, ficava apenas melancólica e angustiada. No outro, apresentava alucinações, ficavaagressiva, jogava travesseiros nas pessoas, arrancava botões de roupa e etc. Havia apenas um curto período do dia em que ela apresentava certa normalidade, as perturbações continuavam a insistir mesmo nesses momentos. Apresentava grandes modificações de humor e alucinações assustadoras com cobras negras, que era a forma como Anna via seus cabelos, fitas e coisas semelhantes. Em algum momento, quandoestava lucida, se queixava por ser tão tola, pois o que via na verdade eram seus cabelos.
Entrava em estado de sonolência e ao despertar queixava-se de algo que a estava atormentando, repetindo a palavra “atormentando” diversas vezes. Foi a partir disso que surgiu uma profunda desorganização da fala, e posteriormente ela perdeu o domínio da gramatica e da sintaxe. Com algum tempo ficou desprovida depalavras, durante duas semanas ela emudeceu completamente, sendo incapaz de emitir uma única silaba. Foi então que o mecanismo do distúrbio ficou claro, ela se sentia ofendida com alguma coisa e tomou a decisão de não falar nada a respeito. Foi obrigando-a a falar sobre o assunto que a inibição desapareceu.
A morte de seu pai em 5 de abril, foi uns dos piores traumas de Anna. Houve na época umaviolenta explosão de excitação, acompanhada de um profundo estupor que durou cerca de dois dias. Após isso, no começo ela agiu um pouco mais tranquila. Queixava-se de não reconhecer as pessoas, via-os como figuras de cera e achava que não tinha nenhuma ligação com elas. Recusava-se a comer qualquer alimento, mas após um tempo permitiu que a enfermeira lhe alimentasse, mas nunca comia pão....
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